Pular para o conteúdo
Literatura Estrangeira

O PaíS Que Agora Chamavam de Seu

1ª Edição - 2024128 páginasIluminuraspt
Seja o primeiro a avaliar
Sua leitura no Lireo

Guarde este livro na sua estante

Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.

Registre seu progresso de leitura
Descubra outros leitores do mesmo livro
Participe de clubes de leitura
Organize toda sua biblioteca

Sinopse

Como pensar o pertencimento, isto é, nosso modo de estar no mundo, quando uma história familiar de migração perturba a relação com o lugar em que nascemos? Que passado nos pertence quando a cartografia das origens se dispersa? Que língua nos expressa quando as vozes do entorno se diversificam? Que cultura nos identifica quando as tradições se tornam plurais e persistem alheias ao território? Sem pretender respostas definitivas, em O país que agora chamavam de seu , o escritor argentino Saúl Sosnowski indaga sobre a singularidade dessa experiencia. Com uma escrita aprazível, de ritmo pausado e emoção contida, o romance — que deixa transparecer um viés autobiográfico — acompanha o processo pelo qual o personagem principal tenta reconstruir uma memória familiar disgregada pelas escolhas individuais de migração, mas também e sobretudo pelas guerras e os conflitos políticos que, no século XX, desviaram os destinos dos sujeitos e dos povos. Adensada pela diáspora ancestral do povo judeu, essa memória familiar um tanto esquiva só pode vislumbrar-se de forma fragmentária nos discretos relatos dos que migraram da Europa para América Latina ou algum outro destino, na peculiar economia que marca o uso quotidiano de mais de uma língua (idish, hebraico, espanhol ou polonês), na persistência de rituais domésticos e comunitários que singularizam uma cultura ou, ainda, na sobrevida de alguns poucos objetos que resistiram aos deslocamentos e as perdas. Trata-se, portanto, de uma memória familiar dispersa que, embora não impeça a continuidade da vida no novo território, persiste como resto nas sucessivas gerações e insiste em marcar, como diz Jean-Luc Nancy, que o estrangeiro é aquele que não cessa de chegar. Sabemos que o deslocamento, sob qualquer uma de suas figuras (viagem, exílio, diáspora, nomadismo, etc.), alimentou o imaginário da literatura ao longo dos tempos, no entanto, é possível afirmar que a experiência histórica do século XX, marcada pela violência das guerras e as intolerâncias de diferente ordem, demandou das escrituras ligadas ao trânsito uma indagação ética sobre a relação com o outro que trabalhasse em favor da coexistência plural das culturas. A essa linhagem literária filia-se esse último romance de Sosnowski que, embora no seu gesto memorialístico permita suspeitar dos vínculos com a vida do autor, não deixa de se abrir à especulação ficcional acerca de um mundo que, não necessariamente sem tensões, coloque em valor as experiências fundadas no contraponto cultural. Ana Cecilia Olmos   Sobre o autor Reconhecido e premiado por seus trabalhos acadêmicos, Saúl Sosnowski (Buenos Aires, 1945) publicou livros sobre Cortázar, Borges e a Cabala (Perspectiva), escritores judeus-argentinos, fascismo e nazismo nas letras argentinas e ensaios reunidos em Cartografía de las letras hispanoamericanas: tejidos de la memoria (Prêmio “Ezequiel Martínez Estrada”, Casa de las Américas); editou ou coeditou 17 volumes e é autor, também, de quase uma centena de artigos. Professor de Literatura e Cultura Latino-Americana na Universidade de Maryland, College Park, durante uma década (1984-1994) dirigiu uma série de conferências internacionais sobre “La represión de la cultura y su reconstrucción en el Cono Sur” [“A repressão da cultura e sua reconstrução no Cone Sul”], que deram lugar a 5 volumes publicados em Buenos Aires, Montevidéu, São Paulo, Santiago e Assunção. Em 1995, lançou o projeto “Una cultura para la democracia en América Latina” [“Uma cultura para a democracia na América Latina”] que gerou seminários e publicações na Argentina e no Brasil. Professor visitante em vários países, recebeu distinções de diversas instituições acadêmicas. Suas publicações mais recentes incluem Rugido que toda palabra encubre (2017, poesia) e os romances Decir Berlín, decir Buenos Aires (2020) e O país que agora chamavam de seu (2021), editados em um volume como Estación del encuentro (2023). Em 1972, fundou e desde então dirige a prestigiosa revista de literatura, Hispamérica , que recentemente celebrou seus primeiros 50 anos de publicação ininterrupta.

Sobre Saul

(Buenos Aires, 1945). Doutorou-se na Universidade da Virgínia em 1970 e, desde então, é professor de Literatura e Cultura Latino-Americana na Universidade de Maryland, College Park. Ele dirigiu o Departamento de Espanhol e Português (1979-2000), foi o Diretor fundador do Centro de Estudos Latino-Americanos (1989-2009) e também dirigiu, como chefe associado, o Escritório de Programas Internacionais (2000-2011). Ele é fundador e editor da revista literária Hispamérica, que celebrou em 2021 seus 50 anos de publicação contínua.

Detalhes do livro

Título
O PaíS Que Agora Chamavam de Seu
Autor
Saul Sosnowski
Editora
Iluminuras
Ano
2026
Páginas
128 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9786555192162
Edição
1ª Edição - 2024
Formato
Brochura

Mais de Saul

Outros livros de Saul Sosnowski

Literatura Estrangeira

Livros na mesma categoria

Blog Lireo

Dicas e recomendações para leitores

Soluções institucionais

Para escolas, universidades, autores e editoras