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Propaganda e ação, Pernambuco (1875-1889)
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No final do Império Brasileiro, muitos eram os jovens que sonhavam e projetavam um futuro para o país, principalmente em busca do progresso científico e econômico. Dentre esses projetos, a república surgiu como alternativa política e, ao lado do abolicionismo, fervilhou as tensões entre os diversos grupos sociais do Império. Ainda mais especificamente, o republicanismo teve diversas vertentes, dentre as quais a parcela “revolucionária” ou “popular” que também ficou alheia à Proclamação. Este livro aborda um grupo de jovens, em sua maioria positivistas, que lutaram pela república, a partir de Pernambuco, entre 1875 e 1889. Em uma corrente alternativa, Pernambuco uniu-se ao Pará, Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão e Rio Grande do Sul em defesa de uma republica positivista, a Ditadura Republicana. Com variações e adaptações específicas, o Partido Republicano de Pernambuco foi uma das poucas experiências a defender explicitamente o positivismo, aliar-se à liderança de Silva Jardim e a se unir a uma contrapropaganda interprovincial positivista que lutou contra a dominação sulista do Partido Republicano Nacional, liderado por Quintino Bocaiúva. Ao proporem a integração do proletário liberto, a partir de garantias sociais, por serem contrários à imigração e defenderem a abolição do legislativo, os positivistas em Pernambuco estão dentre as correntes políticas do final do Império no Brasil derrotadas com a ascensão da elite cafeicultora. Esta obra buscou abrir novos caminhos para futuros pesquisadores e contribuir para o conhecimento sobre o final da monarquia no Norte do Império, considerado “irrelevante” pela historiografia no contexto dos movimentos republicanos. O positivismo, enquanto doutrina política, revelou-se essencial para entender como determinados grupos – e regiões – buscaram um tipo alternativo de República, derrotado como projeto de Estado, mas duradouro como influência a longo prazo das gerações desiludidas com o novo regime no século XX.
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