Pular para o conteúdo
Psicologia e Psicanálise

O Mundo Que a Mãe Sabia

Genealogia, Apagamento e Insurgência do Feminino na Ordem Simbólica

1ª Edição - 2026184 páginasSattvapt
Seja o primeiro a avaliar
Sua leitura no Lireo

Guarde este livro na sua estante

Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.

Registre seu progresso de leitura
Descubra outros leitores do mesmo livro
Participe de clubes de leitura
Organize toda sua biblioteca

Sinopse

Este corajoso ensaio não pretende reconstruir a Mãe, tampouco nos interessa qual é o arquétipo do feminino. No lugar, o autor pergunta: o que significa ter organizado a psique inteira sobre um apagamento do feminino como origem? E, neste percurso, percorre três movimentos: A primeira seção mostra como o apagamento simbólico do feminino como origem: como o corpo, o ventre, o leite, o sangue e a linguagem amorosa foram sendo lentamente destituídos de sua função fundadora e convertidos em matéria muda, função biológica ou metáfora inferior. Trata-se de refazer uma genealogia de apagamentos, em que a substituição do ventre pelo logos, da relação pela norma e da presença pela função não é um acidente da história, mas uma operação ontológica e epistêmica que reorganizou o próprio conceito de mundo. Na segunda seção segue os rastros daquelas que nunca aceitaram essa captura simbólica. Medeia, Clitemnestra e Antígona constituem uma matriz simbólica de recusa; a bruxa, a louca e a libertina, por sua vez, compõem uma tríade histórica. Todas essas personagens também são figurações conceituais. Cada uma delas rompe, à sua maneira, com os contratos simbólicos que tentaram nomear o feminino como ausência, como cuidado compulsório, sacrifício ou função. Não são arquétipos da diferença. São ruínas vivas de uma ordem que falha. São figuras que rasgam o pacto civilizatório que subordinou o corpo feminino à função de sustentação do mundo dos outros. E na terceira seção se volta para o próprio campo junguiano. A ideia é percorrê-lo através de suas fraturas, em vez de renegá-lo ou restaurá-lo. Aqui, perguntamos como a psicologia analítica – que tanto celebrou o feminino como imagem – também o congelou como função simbólica, essência metafísica ou metáfora da alteridade. Se o arquétipo da Grande Mãe serviu tanto para honrar quanto para capturar, agora é preciso perguntar: o que sobra quando o arquétipo colapsa? Que clínica, que linguagem, que mundo se tornam possíveis quando a mulher deixa de ser metáfora e volta a ser sujeito, linhagem e diferença encarnada?

Planeje no seu ritmo

Quanto tempo leva para ler O Mundo Que a Mãe Sabia?

Esta edição tem 184 páginas. Escolha uma meta diária possível e ajuste o plano conforme a leitura avançar.

Ritmo tranquilo

19 dias

10 páginas por dia

Ritmo constante

10 dias

20 páginas por dia

Ritmo intenso

7 dias

30 páginas por dia

Detalhes do livro

Título
O Mundo Que a Mãe Sabia
Autor
Daniel Françoli Yago
Editora
Sattva
Ano
2026
Páginas
184 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9786586420173
Edição
1ª Edição - 2026
Formato
Brochura

Psicologia e Psicanálise

Livros na mesma categoria

Sua vida de leitura

A leitura de O Mundo Que a Mãe Sabia pode continuar na Lireo

A Lireo é uma plataforma para organizar sua estante, registrar páginas e impressões, publicar resenhas e encontrar pessoas que estão lendo os mesmos livros.

Blog Lireo

Dicas e recomendações para leitores

Soluções institucionais

Para escolas, universidades, autores e editoras