Literatura brasileira: os clássicos que todo leitor deveria conhecer
A literatura brasileira produziu obras extraordinárias que dialogam com o melhor da literatura mundial. Um guia pelos clássicos essenciais, do Romantismo ao Modernismo.
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“O mundo das imagens” é uma continuação do primeiro livro, “Imagens do inconsciente”, abordando as tentativas de mudança da psiquiatria atual, as histórias de vida dos frequentadores dos ateliês, associando as sutis relações entre mundo externo e mundo interno e os temas arquetípicos tão comuns nas vivências esquizofrênicas.
Nise da Silveira nasceu em Maceió, em 1905. Cursou a Faculdade de Medicina da Bahia, sendo a única mulher de sua turma. No Rio de Janeiro, passou a trabalhar como psiquiatra no Hospital da Praia Vermelha. Foi presa em 1936, na Ditadura Vargas, por pertencer à União Feminina Brasileira. Anistiada em 1944, retornou ao trabalho no Centro Psiquiátrico Nacional, no bairro do Engenho de Dentro. Opondo-se ao confinamento e às práticas psiquiátricas, como choques elétricos, propôs novas formas de tratamentos. Assim, fundou a Seção de Terapêutica Ocupacional cujas atividades expressivas deram origem ao Museu de Imagens do Inconsciente, hoje o maior acervo do mundo no gênero. Foi pioneira na utilização de animais em terapia. Seu contato com o psiquiatra suíço Carl G. Jung foi responsável pela introdução da psicologia junguiana na América Latina. Criou também a Casa das Palmeiras, uma clínica de reabilitação para egressos de instituições psiquiátricas em regime de externato, a primeira do Brasil. Suas pesquisas e estudos deram origem a exposições, cursos, simpósios, publicações e outras produções intelectuais, recebendo inúmeros prêmios, homenagens e títulos em diferentes áreas do saber. Seu espírito profundamente humanista exerceu forte influência na cultura brasileira como um todo. Seu trabalho antecedeu os movimentos de renovação da psiquiatria, como na Inglaterra (década de 1960), na Itália (década de 1970) e no Brasil (década de 1980). Após sua morte, em 1999, seu arquivo pessoal foi reconhecido como Patrimônio da Humanidade no Programa Memória do Mundo da Unesco.
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