Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
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Uma obra-prima da literatura clássica, O mercador de Veneza chega à Coleção Cícero com prefácio do advogado, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras Jurídicas José Roberto de Castro Neves e a impecável tradução de Barbara Heliodora. Possivelmente, ao lado de Romeu e Julieta e Hamlet, O mercador de Veneza tornou-se uma das peças mais populares de William Shakespeare. De todo o cânone shakespeariano, O mercador de Veneza é a peça com maior apelo jurídico — o que faz dela a preferida entre os estudantes e profissionais do Direito. Embora haja muitos julgamentos nas obras de Shakespeare — mais de dois terços de suas peças relatam alguma forma de julgamento —, em O mercador de Veneza o ápice da emoção ocorre numa corte de justiça e boa parte da discussão gravita ao redor de temas jurídicos. A comédia (como foi considerada na época) gira em torno de Antonio, um rico mercador de Veneza que pede um empréstimo a um agiota judeu chamado Shylock para ajudar seu amigo Bassânio a cortejar a rica herdeira Portia. Shylock concorda emprestar o dinheiro, mas exige uma libra de carne como garantia em caso de inadimplência. Quando Antonio não consegue pagar a dívida, Shylock exige sua libra de carne em julgamento. Uma peça que fala, principalmente, sobre aparência, empatia, preconceito, rebeldia juvenil e justiça, escrita com a genialidade de que só William Shakespeare era capaz.
William Shakespeare foi um famoso poeta, dramaturgo e ator inglês. Ele nasceu em Stratford-upon-Avon, Inglaterra em 26 de abril de 1564 e morreu em 23 de abril de 1616. Shakespeare é amplamente considerado um dos maiores escritores da língua inglesa e um dos mais influentes da literatura mundial. Ele escreveu cerca de 38 peças teatrais, 154 sonetos e vários outros poemas. Suas obras são conhecidas por sua complexidade, profundidade psicológica, uso inventivo da linguagem e sua habilidade de explorar temas universais. Algumas de suas peças mais famosas incluem "Romeu e Julieta", "Hamlet", "Otelo", "Rei Lear", "Macbeth" e, é claro, "O mercado de Veneza". Suas obras continuam a ser interpretadas e encenadas em todo o mundo até hoje.
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