Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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Obra-prima indiscutível da literatura moderna, O longo amanhã pensa o futuro em um cenário pós-apocalíptico rural, no qual as sociedades religiosas reinam. Brackett combina a defesa intelectual típica da ficção científica ao questionamento da fé para criar um dos grandes romances de formação norte-americanos “Leigh [Brackett] me ensinou a escrever histórias de verdade. […] Aprendi com ela a reduzir as minhas e a planejá-las.” — Ray Bradbury, autor de Fahrenheit 451 Quando uma guerra nuclear obriga os humanos sobreviventes a se agrupar em comunidades rurais restritas, a população passa a viver da terra e a colher da palavra divina. Temerosos, os Estados Unidos incluem uma emenda à Constituição que proíbe a formação de grandes cidades e que, por consequência, execra toda tecnologia que não for mais do que necessária. Rádios, televisões, veículos e eletricidade tornam-se apenas memórias de outro tempo. Incitado pelas provocações do primo e pelas histórias da infância da avó, o pequeno Len Colter decide descobrir quais são os segredos desse passado não tão distante que os mais velhos protegem sussurrando — e até matando. Contudo, o caminho do transgressor é sempre o mais longo e difícil. Será preciso atravessar regiões inóspitas e enfrentar realidades violentas em busca de uma cidade proibida de que o garoto apenas ouviu falar, cuja existência sequer tem certeza de ser verdadeira. Publicada por uma das pioneiras da ficção científica em 1955, mestra direta de Ray Bradbury, esta obra ressoa a ameaça nuclear que assombrou o mundo no século 20 e prova que a solução para uma pessoa sair das ruínas por vezes é ir contra aquilo em que ela acreditou durante toda a vida.
Leigh Brackett nasceu em Los Angeles, em 1915, e publicou sua primeira história de ficção científica na revista Astounding Science Fiction, em 1940. Além de escritora profícua nos gêneros da ficção especulativa, trabalhou compondo roteiros para filmes como À beira do abismo, O perigoso adeus e Onde começa o inferno. Recebeu um prêmio Hugo postumamente pelo roteiro de Star Wars: o Império contra-ataca. Brackett foi casada com o também escritor de ficção científica Edmond Hamilton, de 1946 até a morte do parceiro em 1977. Ela faleceu no ano seguinte.
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