Os livros mais lidos no Brasil: o que os brasileiros estão lendo
Descubra quais títulos dominam as estantes dos leitores brasileiros. Uma análise dos gêneros, autores e tendências de leitura no Brasil, e o que isso diz sobre nós.
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Ao longo da sua vida, Borges combinou o seu trabalho como escritor com o de crítico — ou melhor, como um apaixonado promotor dos escritores que amava, muitas vezes desconhecidos dos seus compatriotas. E desempenhou esta atividade (que revelaria uma geografia literária inesperada) de forma afável e definitiva, através dos seus contributos para revistas e jornais, das suas traduções (de Virginia Woolf, Gide, Kafka, Faulkner), das suas antologias — e, especialmente, dos seus prólogos. Como os que aqui se reúnem, que representam uma forma brilhante de crítica, capaz de atingir a essência das coisas, através de um Cervantes que nunca deixou de sonhar com um segundo Dom Quixote, a grande voz de Walt Whitman, os artifícios deliciosos de Valéry, o tabuleiro onírico de Lewis Carroll, as alusões de Kafka, o som e a fúria de Macbeth ou o orgulho americano de Melville. Mas também capaz de assumir a forma mais adequada ao tema: a biografia sintética, por exemplo, onde se concentra uma obra inteira e paira uma deliciosa ironia. E não importa se alguns dos autores aqui apresentados nos fazem sentir como se estivéssemos em território desconhecido; com eles, descobrimos toda uma constelação pessoal bem como a «literatura segundo Borges». É assim que entramos nas páginas de William Shakespeare, Cervantes, Kafka, Herman Melville, Francisco de Quevedo, Lewis Carroll, Emerson, Ray Bradbury, Adolfo Bioy Casares, Paul Valéry, Walt Whitman, Henry James, Edward Gibbon, Thomas Carlyle ou Marcel Schwob. Pela mão de Borges.
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