Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Ao narrar suas lembranças, reunidas a partir de morte da mãe em 2009, a autora homenageia todas as mães de forma emocionada e muito bem escrita. Artesã da palavra, como a chamava o memorialista Pedro Nava, Maria José publicou ensaios fundamentais que demonstram sua erudição, como A literatura e o gozo impuro da comida, de 1994; Os males da ausência ou A literatura do exílio, de 1998, e Em nome da pobreza, de 2006. Doutora em letras pela UFMG, livre-docente e professora catedrática, por concurso, da mesma universidade; Visiting professor – Indiana University, Professeur associé – Université de Paris-Sorbonne, Gast Professor – Bonn Universitat e Koln Universitat, ganhou os prêmios Jabuti / Ensaio (CBL; Othon Lynch Bezerra de Mello / Ensaio (Academia Mineira de Letras); Pandiá Calógeras / Erudição (governo de MG); Sílvio Romero / Ensaio (ABL); Prêmio Nacional Literário PEN Clube do Brasil / Ficção, entre muitos outros. Na apresentação, Lyslei Nascimento observa: “Inscrita na longa tradição de escritores que, no luto, tentam explicar a grande falta que é a morte da mãe, Maria José faz ecoar os fragmentos de Diário do luto, de Roland Barthes, em que o escritor trata de “uma dor absurda, impossível de contornar”.
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