Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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À maneira de um cento ("mosaico literário") renascentista, este é um livro feito inteiramente de fragmentos de outros livros. O prefácio é uma coleção de citações sobre a inutilidade dos prefácios; a conclusão reúne passagens sobre a arte de concluir. Fruto de três décadas de garimpo, tudo nele é tomado de empréstimo - tudo foi cuidadosamente peneirado e pinçado de um patrimônio intelectual abrangendo distintas tradições e 25 séculos de contribuições à filosofia, ciência e literatura universais. Não se trata de uma simples coletânea de provérbios, aforismos ou ditos espirituosos. Trata-se, como define o subtítulo, de "um breviário de idéias replicantes": um livro que identifica um conjunto de feixes temáticos, junta pontos cruciais da árvore genealógica de cada um deles e ilustra com profusão de exemplos - verdadeiras famílias de indagações e conjecturas, reflexões e inquietações humanas - sua capacidade de propagação na história das idéias. O livro das citações está estruturado em quatro grandes temas: o uso da linguagem; a busca do saber; a conduta individual e a ética cívica. Ao longo de 36 capítulos, o leitor poderá perambular prazerosamente ao acaso, como na companhia de um amigo a quem se retorna, e encantar-se com coleções de citações encadeadas que nos levam da "ansiedade do tempo" ao "ponto de vista cósmico"; da "fome execranda do ouro" ao "feitiço da linguagem"; do "elogio do sono" a "amor, sexo, amizade"; de "a civilização entristece" aos "efeitos morais e intelectuais dos trópicos". Por que ler os clássicos? A resposta pode ser encontrada em cada página deste livro. Servindo-se com habilidade de milhares de fragmentos e fazendo da disposição ordenada dessa multiplicidade de trechos a matéria-prima de uma obra original, Eduardo Giannetti oferece ao leitor nada menos que um cosmos vivo de citações. Basta abrir O livro das citações ao acaso e desfrutar do prazer estético e cognitivo que emana do singular arranjo de peças deste luminoso mosaico.
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