Por que reler um livro é sempre uma experiência diferente
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
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Paulo Alberto Moretzsonh Monteiro de Barros nasceu no Rio de Janeiro em 1936. Jornalista, cronista, poeta e político, adotou o pseudônimo Artur da Távola em 1968, quando voltou ao Brasil de seu exílio no Chile, após ter seu mandato de deputado cassado pelo regime militar. Escreveu dezenas de livros, entre reuniões de crônicas, poemas e ensaios sobre comunicação, e continuou ativo em seu blog e em jornais até sua morte, em 2008. O jugo das palavras, seu testamento literário, reúne textos que o poeta deixou inéditos em livro. Nesta obra da maturidade, são as paixões do poeta — a música, os amigos e os amores, a reflexão incessante sobre a vida — que movem sua poesia, mas o leitor encontra sobretudo, em cada poema, o compromisso extremo com a literatura e seu fazer. Como diz Artur da Távola em seu manifesto poético, a poesia é soberana, e a “única liberdade possível ao poeta é a de buscar a poesia”.
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