Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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LIVRO GANHADOR DO PRÊMIO BARTOLOMÉ HIDALGO 2017 Daniel Mella nos convida para uma viagem vertiginosa ao centro de sua neurose e de suas obsessões, com um estilo que lembra Bret Easton Ellis e J. D. Salinger. A fatalidade, aqui, é habilmente transformada em uma experiência meditativa que envolve o amor, as relações familiares, o luto, as crenças e a arte. Ale é salva-vidas no litoral uruguaio. No verão de 2014, um dos mais tempestuosos já registrados naquela localidade, ele é atingido por um raio na guarita onde trabalhava, em Playa Grande. Morre eletrocutado, deixando pais e irmãos em enorme sofrimento. Dani, o irmão mais velho, é quem conta essa história, que mescla ficção e realidade, memória e invenção; e é no tempo futuro que ele nos insere no seio dessa família abalada pelo luto, como se todas as calamidades ainda estivessem por acontecer. Como narrar a dor? Podemos racionalizar a morte e conviver com ela? Como e por que continuar vivendo? Este é um romance sobre o luto, uma exploração urgente do vínculo fraterno e dos impactos que a morte pode causar em nossos círculos mais íntimos, bem como em nós mesmos. Numa prosa ágil e sensível, com pitadas de ironia e humor, o escritor Daniel Mella leva o narrador, impiedoso consigo mesmo, a enfrentar seu lado mais obscuro: suas obsessões, suas perversões, suas mesquinharias, mas também aquilo que pode redimi-lo, a literatura.
Daniel Mella (Montevidéu, Uruguai, 1976) publicou seu primeiro romance, Pogo, aos 21 anos, seguido por Derretimiento e Noviembre. Ganhou duas vezes o Prêmio Bartolomé Hidalgo, a mais prestigiosa premiação literária do Uruguai, com Lava, uma coletânea de contos, em 2013, e O irmão mais velho, em 2017. Alguns críticos o têm chamado de o “Dostoiévski do rio da Prata”.
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