Os melhores livros sobre feminismo para todos os níveis de leitura
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O homem infelizmente tem que acabar - crônicas, deboches e poéticas surge no coração do Bom Fim de Porto Alegre, e não é tresloucado sugerir que o Bom Fim está para a voz de Clara Corleone como New York está para a de Carrie Bradshaw, como afirma Joanna. “São duas mulheres brancas, cis e heterossexuais, que falam de amor e sexo e todo o resto, a partir de regiões afluentes dos EUA e da capital gaúcha. Aqui, no entanto, o glamour caro dos cupcakes e compras é substituído por muita luta e litrão no boteco. O bairro, efervescente e famoso por ser abrigo festivo da contracultura da cidade, é zona e personagem central das aventuras que compõem este texto, que evoca um regionalismo bastante diferente do tradicionalismo machista e racista gaúcho. Onde Carrie é fabulosamente fictícia e machismo parece ser coisa do passado, Clara existe numa realidade patriarcal da qual produz outro tipo de fabulosidade”. Feminismo nos dias de hoje, histórias cotidianas, humor, amor, paixões: “as estórias de Clara vêm de suas próprias histórias, e ao contá-las ela faz uma inversão potente da narração pós-feminista característica de tantos produtos culturais em que protagonistas discorrem sobre amor e sexo e todo o resto. Se neles é típico retratar a vida de solteira como trágica e solitária, na versão de Clara não há busca pelo homem certo, ela já é certa de si. Se neles é típico eclipsar os termos do feminismo e tratar o movimento como redundante, na versão de Clara urge a busca por equidade. Se neles é típico celebrar a força das mulheres ridicularizando a masculinidade branca, cis e heterossexual, na versão de Clara o emprego satírico de retórica misândrica serve como ferramenta educativa e de redenção”, conta a editora.
Clara Corleone nasceu em Porto Alegre. É atriz (formada pela UFRGS), escritora e professora de escrita criativa. Publicou o livro de crônicas O homem infelizmente tem que acabar (Zouk, 2019), que recebeu o prêmio Minuano de Literatura, do Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul, e o romance Porque era ela, porque era eu (2021), vencedor do Prêmio Jacarandá, categoria autor revelação.
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