Como a leitura pode acelerar sua carreira profissional
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Especialista em criar histórias que fazem as crianças não apenas entenderem um pouco mais sobre o português em si, com brincadeiras leves e divertidas, mas que também tem uma estrutura interessante e dinâmica, a Global Editora agora encerra a coleção Eu sei de cor, com O guarda-chuva do guarda. Também com Formiga amiga, O pato pacato e De letra em letra, a coleção se propõe a criar brincadeiras com a língua portuguesa que façam as crianças se interessarem não apenas pela estrutura da língua, mas também por todos os seus nuances. Em O guarda-chuva do guarda, por exemplo, ele faz isso com um conjunto de poemas que jogam com as palavras, criando combinações como as que estão presentes no título. O resultado é engraçado de ler e fácil de absorver. Apesar de Bartolomeu ser bem conhecido por suas narrativas sensíveis e poéticas, que abordam sentimentos complexos como o luto e a perda, como no recente Até Passarinho Passa ou no clássico Vermelho Amargo, o autor também é ótimo em criar pequenas histórias que servem o seu propósito: instigar a criança bem pequena nos seus primeiros passos no mundo da leitura. Esse com certeza é o caso De o guarda-chuva do guarda.
Bartolomeu Campos de Queirós viveu sua infância em Papagaio, cidade pequena com gosto de “laranja-serra-d’água” no interior de Minas Gerais. Posteriormente, instalou-se em Belo Horizonte, onde residiu e trabalhou. Seu interesse pela literatura e pelo ensino de arte o fez viajar muito pelo Brasil. Bartolomeu conheceu as cidades apreciando azulejos e casas pacientemente; um andarilho atento a cores, cheiros, sabores e sentidos que rodeiam as pessoas de um lugar. Com o mesmo encanto na alma, observava os rios da Amazônia, dos quais costumava sentir saudades quando estava em Minas. Só fazia o que gostava; não cumpria compromissos sociais e nem tarefas que não lhe pareciam substanciais. Dizia ter fôlego de gato, o que lhe permitiu nascer e morrer várias vezes. “Sou frágil o suficiente para uma palavra me machucar, como sou forte o suficiente para uma palavra me ressuscitar.” Em 1974, publicou seu primeiro livro, O Peixe e o Pássaro. Desde então, firmou seu estilo de escrita com uma prosa poética da mais alta qualidade. Ao longo da carreira, recebeu diversos prêmios, dentre os quais o Jabuti, uma das maiores condecorações literárias do país. Faleceu em janeiro de 2012, aos 67 anos, em decorrência de insuficiência renal, deixando sua obra como maior legado. Pela Global Editora, Bartolomeu publicou os seguintes títulos: Cavaleiros das Sete Luas; Ciganos; Flora; Indez; Ler, Escrever e Fazer Conta de Cabeça; Para Criar Passarinho; Rosa dos Ventos e Vermelho Amargo.
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