Literatura africana contemporânea: vozes que o mundo precisa ouvir
A literatura africana vive um momento extraordinário. De Chimamanda a Mia Couto, autores do continente estão entre os mais premiados e relevantes da atualidade.
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Aristides de Sousa Mendes era o cônsul de Portugal na cidade francesa de Bordéus quando em 1940 a Alemanha invadiu e ocupou diversos países da Europa Ocidental. À medida que o exército alemão penetrava no território francês, milhares de refugiados lançaram-se às estradas, numa tentativa desesperada de abandonar uma Europa em guerra. Esbarraram, no entanto, em políticas de concessão de vistos extremamente restritivas. Desafiando as diretrizes impostas pelo governo português, Aristides concedeu ilegalmente milhares de vistos. Aquando do processo disciplinar de que foi alvo, argumentou em sua defesa não poder «fazer diferenças de nacionalidades, visto obedecer a razões de humanidade que não distinguem raças nem nacionalidades». Foi condenado a um ano de inatividade e de seguida aposentado. A sua reabilitação e reconhecimento foi um processo lento e difícil, só concluído na década de 1980.
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