Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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A questão do “dionisíaco”, nomeada por Nietzsche como o “problema da antiguidade”, é uma incógnita que insurge da relação dos antigos com sua própria natureza, do sentimento arrebatador que irrompe de suas profundezas e abismos, diante do confronto dramático com seu próprio pathos. O dionisíaco é expressão simbólica da própria vida, como um espelho mítico de sua dimensão trágica e patológica. Tal como a vida, o dionísiaco é imagem de contínua mudança e movimento, circularidade e contraditoriedade, tensão entre opostos e contínua autossuperação. “Amar à vida” significa o mesmo que dizer “Sim!” à sua dimensão trágica, suas raízes afetivas e “irracionais”, suas imperfeições, lacunas e vulnerabilidades. O amor dionisíaco à vida desponta como condição para reatar o humano às suas raízes inconscientes e para dar início à opus de tornar-se quem se é.
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