Pular para o conteúdo
Literatura Estrangeira

O DelíRio FilosóFico do Historiador Salem Zoar

1ª Edição - 2023192 páginasLaranja Originalpt
Seja o primeiro a avaliar
Sua leitura no Lireo

Guarde este livro na sua estante

Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.

Registre seu progresso de leitura
Descubra outros leitores do mesmo livro
Participe de clubes de leitura
Organize toda sua biblioteca

Sinopse

A negatividade em filosofia tem longa credencial. Negatividade é um nome chique para crítica, pessimismo, acosmismo (negação de que exista alguma ordem de sentido nas coisas ou de que exista, sim, uma perversa), enfim, para concepções que retiram de nós a esperança. A tragédia grega ática e o niilismo moderno são exemplos sofisticados. Os gnósticos do início da era cristã, o zoroastrismo persa, mais antigo, e o maniqueísmo iraniano – uma forma de cristianismo influenciada pelo pessimismo cosmológico persa, também do início da era cristã – são formas de espiritualidade negativa. Nos três casos, quem criou o mundo foi uma divindade cruel. Agora, temos um gnóstico entre nós, o filósofo Carlos Malferrari, o discreto. O delírio filosófico do historiador Salem Zoar é um exemplo primoroso desse estilo distópico, que guarda semelhança significativa com as cosmogonias gnósticas pessimistas em que o mundo é criação de um demiurgo idiota, orgulhoso e incompetente. Só que nosso filósofo gnóstico paulista narra uma escatologia (o fim do universo) e não uma cosmogonia (origem do universo), de têmpera gnóstica, cujo agente é a estupidez humana. Nós somos os demiurgos. E o universo “desiste” de si mesmo por conta disso. Importante não dar spoiler sobre o curso da narrativa de nosso “herói”, o historiador Salem Zoar. Salem, por si só, já é um nome que nos remete a Jerusalém, às bruxas de Salem ou mesmo a Matusalém – personagem bíblico famoso por viver mais do que o normal entre os homens. Zoar, claramente, nos leva à cabala e a narrativas cosmogônicas típicas dessa espiritualidade judaica antiga. Mas é o delírio, enquanto tal, que nos importa e nos atormenta. O livro de Malferrari é uma crítica à modernidade e sua “causa pelo progresso”, que começa tornando o elétron livre um escravo na corrente elétrica. Sua intuição inicial é cosmológica e só em seguida revela seu vínculo humano. O delírio se abre com a desistência do universo por si mesmo: ele para. Suas partículas “se suicidam”. O movimento, causa profunda do universo ser o que ele é, cessa e daí as consequências que se seguem. O que levaria ao suicídio do ser maior, o universo? Evidentemente, não vou dizer. Mas, entre tantas coisas, uma eu posso contar, para dar um gostinho da força dessa narrativa discreta acerca da vaidade moderna. Num dado momento, antes do momento final do Ser, a humanidade atinge seu objetivo “científico” maior: imortalidade. Luiz Felipe Pondé

Detalhes do livro

Título
O DelíRio FilosóFico do Historiador Salem Zoar
Autor
Carlos Malferrari
Editora
Laranja Original
Ano
2026
Páginas
192 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9786586042672
Edição
1ª Edição - 2023
Formato
Brochura

Literatura Estrangeira

Livros na mesma categoria

Blog Lireo

Dicas e recomendações para leitores

Soluções institucionais

Para escolas, universidades, autores e editoras