12 livros que todo empreendedor deveria ter lido ontem
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Um dos mais importantes romances brasileiros do século 19, O cortiço expõe a formação de uma elite burguesa por meio de personagens marcantes. A edição da Antofágica conta artes inéditas da artista Kika Carvalho, apresentação de Alê Garcia e posfácios Luiz Antonio Simas, José Falero e Sílvio Oliveira. Depois de vir para Brasil com o intuito de enriquecer e ascender socialmente, o português João Romão assume a propriedade de um cortiço no Rio de Janeiro, um ambiente inóspito com ar úmido, quente e solo lodoso. Além do conjunto de moradias, ele também é dono de uma pedreira e uma venda, e todo o seu plano enriquecimento passa pela exploração do trabalho e do consumo dos moradores do cortiço. Uma das obras mais conhecidas da literatura nacional, O cortiço se mostra também como uma grande crítica à formação da burguesia no Brasil. Com personagens fortes e muito bem construídos, Aluísio Azevedo mostra uma realidade de formação de riqueza com base em golpes e exploração do trabalho de mão de uma obra pobre, que se sujeitava ao trabalho em troca de uma moradia insalubre – retrato longe de ser superado no Brasil de hoje. Esta edição da Antofágica conta com pinturas inéditas de Kika Carvalho, artista indicada ao Prêmio PIPA em 2021. A apresentação é feita pelo escritor Alê Garcia, e assinam os posfácios o historiador Luiz Antonio Simas, o escritor José Falero e Sílvio Roberto Oliveira, doutor em Letras e professor titular da Universidade do Estado da Bahia. EXTRA: Ao escanear o QR Code da cinta, o leitor tem acesso a duas videoaulas sobre o livro. A primeira aula deve ser vista em um momento anterior à leitura, e a segunda, após a experiência do livro
Um dos maiores escritores do Brasil, Aluísio Azevedo (1887–1913) nasceu em São Luís (MA) e se mudou para o Rio de Janeiro para fazer seus estudos em Belas-Artes. Na então capital do império, trabalhou em diversos jornais e periódicos, como jornalista e caricaturista, até retornar à sua terra natal para cuidar do sustento da família. E foi no Maranhão que produziu a maior parte de sua obra, tornando-se o principal nome do Naturalismo na literatura brasileira. Apontado pela historiografia como o primeiro escritor profissional no país, conseguiu viver de sua escrita até abandonar a carreira literária para se tornar diplomata. Abolicionista ativo na sociedade, com traços desta convicção em seus textos, faleceu em Buenos Aires onde exercia sua função diplomática.
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