Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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O Corsário Negro, romance que já foi levado para as telas e é considerado a obra prima de SALGARI, inaugura o ciclo de aventuras dos corsários. Emilio de Roccabruna, um nobre italiano, e seus dois irmãos, os Corsários Verde e Vermelho, se tornam filibusteiros e saem em busca de vingança para a morte do irmão mais velho, que foi traído por Wan Guld, o duque holandês que governa a principal colônia espanhola no Golfo do México, Maracaíbo. Depois de ser obrigado a sepultar no mar os seus dois irmãos mais jovens, mortos pelo mesmo Wan Guld, o Corsário Negro se alia a outros piratas, que têm seus covis na mesma ilha que ele, a Tortuga, e dá início a uma aventura que vai levar o leitor a atravessar batalhas marítimas, abordagens, tempestades e muitas outras situações inesperadas. Golfo do México. É noite no mar do Caribe. Carmaux e Wan Stiller, dois flibusteiros que pertenciam ao bando do Corsário Vermelho, escapam de uma cilada e são recolhidos pelos tripulantes da nave do Corsário Negro. Informado por eles que, da mesma forma que o outro irmão, o Corsário Verde, seu irmão foi morto por Wan Guld, o duque flamengo que governa Maracaibo, e indignado ao saber que ele foi enforcado e que o seu corpo está exposto na praça da cidade, sofrendo todo tipo de humilhação, o Corsário Negro, ou Emilio de Roccabruna, senhor de Ventimiglia, organiza uma ousada expedição para resgatar o corpo e sepultá-lo no mar. Com a ajuda do encantador de serpentes, Moko, um negro hercúleo que conhece a região como ninguém, os três flibusteiros recuperam o corpo do Corsário Vermelho e se envolvem em todo tipo de perigo, até serem bem-sucedidos em uma fuga espetacular. A bordo de sua nave, a Folgore , o Corsário Negro realiza o sepultamento do irmão no mar e faz o juramento de não descansar até vingar a morte dos irmãos, liquidando o governador e exterminando a sua descendência. Na volta para a sua base na Ilha da Tortuga, o Corsário Negro é atacado por uma nave espanhola que navegava para Maracaíbo. Depois de uma batalha, os flibusteiros capturam a nave, libertam os últimos sobreviventes e levam como refém para a sua ilha a jovem duquesa flamenga que estava sendo levada pelos espanhóis a Maracaíbo, para trocá-la por um resgate. Antes mesmo de chegar de volta à ilha, um sentimento profundo começa a crescer entre a jovem, Honorata, e o temido flibusteiro. Mas entre batalhas acirradas e tempestades violentas, revelações terríveis vão surpreender e perturbar o amor que surgiu entre eles.
Emilio Salgari foi um escritor italiano. É um dos 40 autores italianos mais traduzidos, apesar da sua obra ter sido ignorada pela crítica. Publicou 90 romances e, após a sua morte, os seus filhos publicaram 50 apócrifos do género de aventura, normalmente envolvendo o mar e piratas.
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