Por que reler um livro é sempre uma experiência diferente
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
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Rio de Janeiro, 1948. O jovem e simpático motorneiro de bondes Germano Xavier conhece a bela e rica Heloísa Amaro Cruz, pertencente à alta sociedade carioca da época, com quem inicia um intenso e secreto romance, apesar do abismo de classes que os separa. Nos Estados Unidos, Frank Sinatra acaba de gravar “Everybody loves somebody”; no Brasil, o gaúcho Lupicinio Rodrigues compõe “Nervos de aço”, eternizado pelo magnífico Chico Alves, e ambas as músicas embalam os sonhos do ingênuo casal... Em meio a uma elegante festa no casarão da família da moça, no Leblon, o roubo de uma esplêndida e centenária joia – o camafeu de esmeraldas –, seguido do assassinato de sua proprietária, a tia-avó da jovem, muda totalmente o destino dos dois protagonistas, levando Germano à cadeia, onde permanece por cerca de 18 anos, e Heloísa a um casamento de conveniência. Ao longo da trama, cujo desfecho tem como pano de fundo o Rio de Janeiro de 1967, uma intrincada relação de poder, vaidade, orgulho e preconceito permeada por uma insólita investigação policial se desenrola aos olhos do leitor, levando os personagens dessa história de amor e sofrimento a um desfecho surpreendente.
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