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Alinhamento EstratéGico e Balanceamento de Poder Global
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O livro O Brics nas Relações Internacionais Contemporâneas: alinhamento estratégico e balanceamento de poder global ilumina um dos temas em política internacional que tem gerado amplo interesse entre estudiosos e analistas: o surgimento e atuação do grupo composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics). Contudo, apesar dos inúmeros estudos buscando entender o que levaria esses países a se reunirem e atuarem juntos, não há um consenso quanto à melhor forma de defini-lo. Alguns analistas o consideram um “grupo de coalizão”, ao passo que outros o definem como um “bloco de países com objetivos difusos”. Neste livro proponho uma abordagem diferente, que deriva de uma base teórica não muito utilizada nos estudos sobre o Brics: as alianças internacionais. As teorias de aliança internacional e a noção de alinhamento estratégico, em particular, parecem-me ser instrumentos promissores para estudá-lo. Outra abordagem relevante para essa discussão é a de balanceamento de poder global, em especial o conceito de soft balancing. Diante disso, para analisar empiricamente o comportamento do Brics nas relações internacionais contemporâneas, foram selecionados dois estudos de caso. O primeiro deles é a atuação do grupo nos conflitos da Líbia (2011) e Síria (2011-) e seu envolvimento nas discussões em torno das intervenções humanitárias naqueles dois países. O outro caso é a criação, pelo Brics, do Novo Banco de Desenvolvimento e sua relação com a estrutura econômico-financeira internacional vigente. Os achados desta obra sugerem que o Brics pode ser considerado um alinhamento estratégico entre potências emergentes e que sua principal estratégia de atuação internacional consiste em adotar instrumentos de balanceamento de poder global. Consequentemente, desafio as correntes que o consideram um grupo de coalizão ou um bloco difuso e sustento que suas ações não visam a derrubar ou subverter a ordem internacional contemporânea. Busca-se, com isso, tratar o Brics com maior acuidade teórico-conceitual e contribuir com o avanço das pesquisas nessa temática ao abrir novos caminhos de investigação para o próprio Brics e outros arranjos e grupos de países emergentes.
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