Parou de ler? Como retomar o hábito de leitura sem culpa
Todo leitor passa por períodos de seca. A diferença está em como você volta. Estratégias testadas para sair do bloqueio literário e reencontrar o prazer de ler.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Platão, ícone da filosofia ocidental, apresenta ao leitor de O Banquete uma das obras-mestras do clássico pensamento grego acerca do Amor (Eros). Em uma série de discursos que versam sobre a natureza e as qualidades desse tema, alvo das mais elevadas aspirações da alma humana, distintas facetas do amor são reveladas. Permeada pelo diálogo entre Apolodoro, discípulo e amigo de Sócrates, e Gláucon, uma personalidade obscura e alheia ao mundo da filosofia, emerge a narrativa dos sete discursos amorosos em elogio a Eros, o deus do amor, proferidos no banquete oferecido pelo poeta trágico ateniense Agaton em comemoração ao seu primeiro sucesso dramático. Como oradores, estiveram presentes: Sócrates; Aristodemo, amigo e discípulo de Sócrates; Fedro; Pausânias, o médico Erixímaco; o comediante Aristófanes; Alcibíades, um político. Pausânias propõe que realizem um encontro diferente, cujo foco os distancie da embriaguez. Erixímaco sugere que os convidados profiram discursos no intuito de louvar Eros, o deus do amor. Discursos esses investidos de solenidade e reverência por parte dos oradores, à exceção de Alcibíades , cujo discurso teve por objeto o próprio Sócrates. Na presente obra nota-se pontos de grande divergência e inúmeros outros de confluência entre as concepções de amor advindas da sociedade grega clássica e as praticadas pela sociedade contemporânea, principalmente no que diz respeito aos mitos e às crenças amorosas ainda presentes na atualidade. O Banquete , que evidencia a conotação e a dimensão éticas do amor, constitui-se num vasto e deleitoso campo para a reflexão e a aprendizagem das origens que igualmente compuseram nossa cultura. Uma brilhante obra, considerada um clássico da literatura filosófica ocidental! Indicada a todos aqueles que buscam refletir sobre o amor, suas origens e os mitos que o envolvem. O Banquete é um convite ao repensar as práticas da atualidade e aquelas enraizadas na clássica sociedade grega.
Em rigor, pouco se sabe de absolutamente certo sobre a vida de Platão. Platão de Atenas (seu verdadeiro nome era Aristocles) viveu aproximadamente entre 427 e 347 a.C. De linhagem ilustre e membro de uma rica família da Messênia (descendente de Codro e de Sólon), usufruiu da educação e das facilidades que o dinheiro e o prestígio de uma respeitada família aristocrática propiciavam. Seu interesse pela filosofia se manifestou cedo, e tudo indica que foi motivado particularmente por Heráclito de Éfeso, chamado O Obscuro, que floresceu pelo fim do século VI a.C. É bastante provável que, durante toda a juventude e até os 42 anos, tenha se enfronhado profundamente no pensamento pré-socrático – sendo discípulo de Heráclito, Crátilo, Euclides de Megara (por meio de quem conheceu as ideias de Parmênides de Eleia) – e, muito especialmente, na filosofia da Escola itálica. Entretanto, é inegável que o encontro com Sócrates, sua antítese socioeconômica (Sócrates de Atenas pertencia a uma família modesta de artesãos), na efervescência cultural de então, representou o clímax de seu aprendizado, adicionando o ingrediente definitivo ao cadinho do qual emergiria o corpo de pensamento independente e original de um filósofo que, ao lado de Aristóteles, jamais deixou de iluminar a humanidade ao longo de quase 24 séculos. Em 385 a.C., Platão, apoiado (inclusive financeiramente) pelos amigos, estabeleceu sua própria Escola no horto de Academos, para onde começaram a afluir os intelectos mais brilhantes e promissores da Grécia, entre eles Aristóteles de Estagira, que chegou a Atenas em 367 com 18 anos. Platão morreu aos 80 ou 81 anos, provavelmente em 347 a.C. – dizem – serenamente, quase que em continuidade a um sono tranquilo.
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Todo leitor passa por períodos de seca. A diferença está em como você volta. Estratégias testadas para sair do bloqueio literário e reencontrar o prazer de ler.
A filosofia parece intimidadora, mas suas perguntas são as mais humanas que existem. Uma seleção de livros que tornam o pensamento filosófico acessível, relevante e fascinante.
Boa biografia não é cronologia de vida, é imersão numa mente. Uma seleção das biografias mais absurdamente envolventes, que você devora sem perceber que está aprendendo história.
Para escolas, universidades, autores e editoras