Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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O Banquete é um dos diálogos mais célebres de Platão (428-347 a.C.). Ambientado durante um jantar oferecido pelo poeta Agatão em Atenas, põe em cena Sócrates, Aristófanes e outros convivas enfrentando-se em uma competição: cada um deve fazer um discurso de elogio à figura de Eros, o deus do amor. A consagrada tradução de José Cavalcante de Souza, acompanhada de notas e um alentado ensaio, é apresentada agora em edição revista e bilíngue, colocando novamente à disposição do leitor um dos trabalhos fundadores dos Estudos Clássicos no Brasil.
José Cavalcante de Souza nasceu em 1925, em Cariús, interior do Ceará, onde fez a escola primária, e iniciou os estudos de francês, inglês e latim no Ginásio do Crato. Em Fortaleza, cursa Letras Clássicas na Faculdade Católica de Filosofia. Após um período de estudos na França, volta ao Brasil e muda-se para São Paulo no final de 1953, dando aulas de latim no Colégio São Luís e no Colégio Mackenzie. Em 1956 é contratado como professor do Departamento de Letras Clássicas da FFCL da USP, e em 1961 defende o primeiro doutoramento na área de Língua e Literatura Grega, com uma tese sobre o Banquete de Platão, orientada pelo professor Robert Henri Aubreton. Com a volta de Aubreton à França, em 1964, assume a direção do curso. No final dos anos 1980, aposenta-se da Universidade de São Paulo para ingressar no IFCH da Unicamp, onde estrutura o curso de Filosofia Grega Antiga, associado ao curso de Língua e Literatura Grega. Publicou, entre outros: Platão, O Banquete: tradução, introdução e notas (Difel, 1966); A caracterização dos sofistas nos primeiros diálogos de Platão (USP, 1969); e Os pré-socráticos (Coleção Os Pensadores, 1972).
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