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"O Alienista" é um clássico literário sobre a psiquê. Qual é o limite entre a loucura e a sanidade? Até onde a ciência é capaz de desvendar a mente humana? Essas são as questões centrais desta obra publicada originalmente como folhetim na revista A Estação. O conto apresenta Simão Bacamarte, estudioso ilustrado, que, para aprender mais sobre a psiquiatria, convence a cidade de Itaguaí a fundar um hospício. Logo a instituição fica repleta de lunáticos locais e das vilas vizinhas. O cientista passa, então, a identificar a demência recôndita em cada cidadão de Itaguaí, encarcerando-os um a um no manicômio e levando o terror à cidade. O barbeiro Canjica arregimenta os insatisfeitos para derrubar o hospício da Casa Verde e se instauram a paranoia e a revolta no povoado, antes pacato. "O Alienista" foi adaptado para o cinema em 1970 e para uma minissérie na TV em 1993. Em 2008, a obra chegou às histórias em quadrinhos e, em 2014, ao teatro. Um livro divertido, que traz o melhor da ironia machadiana. Esta edição tem texto integral e traz notas explicativas para os termos não usuais, para facilitar a compreensão da obra.
Machado de Assis foi jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo. Nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1839, e faleceu na mesma cidade, em 29 de setembro de 1908. É fundador da Cadeira no 23 da Academia Brasileira de Letras. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis. Foi criado no morro do Livramento. Sem meios para cursos regulares, estudou como pôde e, em 1854, com 15 anos incompletos, publicou o primeiro trabalho literário, o soneto À Ilma. Sra. D.P.J.A., no Periódico dos Pobres. Em 1856, ele entrou para a Imprensa Nacional, como aprendiz de tipógrafo. Em 1858, tornou-se revisor e colaborador no Correio Mercantil e, em 1960, a convite de Quintino Bocaiuva, passou a pertencer à redação do Diário do Rio de Janeiro. Escrevia regularmente também para a revista O Espelho, onde estreou como crítico teatral, para a Semana Ilustrada e para o Jornal das Famílias, no qual publicava, de preferência, contos.
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