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Espécie de Tintim do submundo, criador do termo “zumbi” e best-seller nos anos 1920 com seus alucinantes relatos de viagem, o jornalista William Seabrook é o personagem desta extraordinária biografia em quadrinhos, fruto de dez anos de pesquisa. O jornalista William Seabrook (1884-1945) viveu com beduínos, se interessava por ocultismo, acreditava que a dor tinha propriedades místicas, dizia ter comido carne humana com canibais — e, principalmente, ajudou a popularizar a figura dos zumbis na cultura pop americana. Suas reportagens foram o elo entre a “geração perdida” e as culturas mais fascinantes do mundo. Mas sua vida não foi apenas aventura; também há nela uma série de aspectos absolutamente sinistros. Seabrook era um alcoólatra no limite do funcional, era obcecado por ser submisso no sexo e pelas propriedades pseudomísticas da dor e da degradação. Os dez anos de pesquisa do quadrinista canadense Joe Ollmann sobre a vida de Seabrook renderam um retrato tão afetuoso quanto crítico de um homem tão complexo quanto sórdido. As belas e simétricas páginas em preto e branco de Ollmann captam a malícia, mas também o charme e o humor de um personagem absolutamente fascinante.
JOE OLLMANN nasceu em uma fazenda de árvores de Natal em Hamilton, Canadá, em 1966. É autor de Chewing on Tinfoil (2001), The Big Book of Wag! (2006), This Will All End in Tears (2006, vencedor do prêmio Doug Wright de Melhor Livro), Mid-Life (2011), Science Fiction (2013), Happy stories About Well-Adjusted People (2014) e Pai de mentira (2021), publicado no Brasil pela Comix Zone.
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