Parou de ler? Como retomar o hábito de leitura sem culpa
Todo leitor passa por períodos de seca. A diferença está em como você volta. Estratégias testadas para sair do bloqueio literário e reencontrar o prazer de ler.
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No dia 8 de janeiro de 2023, sete dias após a posse de Luiz Inácio Lula da Silva para o seu terceiro mandato na Presidência da República, o coração da Capital Federal foi tomado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, candidato derrotado nas eleições de outubro de 2022. A multidão extremista, que não reconhecia o resultado das eleições, pretendia restabelecer Bolsonaro na Presidência. O ataque começou por volta da uma da tarde daquele domingo. Entre 4 e 5 mil pessoas que estavam acampadas em frente ao Quartel-General (QG) do Exército marcharam em direção à Praça dos Três Poderes. Lá, encontraram um número limitado de policiais militares. Pouco antes das três horas, algumas centenas de manifestantes romperam as barreiras de segurança e, na ausência de uma resistência coordenada, ocuparam a rampa e a laje do Congresso Nacional. Outros invadiram e depredaram as instalações do Congresso, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal. Diante do caos instalado, no final da tarde o presidente eleito decretou a intervenção no Distrito Federal e nomeou Ricardo Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça, para liderar as forças policiais e a retomada das instalações do Estado. Ao longo daquele dia, cerca de 400 pessoas foram presas em flagrante. No dia seguinte, outras 1.200 foram detidas no acampamento em frente ao QG do Exército. Até março de 2023, 2.182 pessoas foram presas por participar dos ataques. Este livro é o relato inédito, detalhado e candente, dos 23 dias de Cappelli à frente da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Três semanas e dois dias nos quais a democracia brasileira correu grave risco.
Ricardo Cappelli é gestor público desde 1999. É especialista em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas. Foi Interventor Federal da Segurança Pública no Distrito Federal, ministro interino do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e ministro em exercício da Justiça e Segurança Pública, funções exercidas no fatídico, intenso e histórico ano de 2023. Atualmente preside a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. Ex-presidente da União Nacional dos Estudantes, é carioca de nascimento e brasiliense de coração desde 2003. Define-se como um nacionalista e democrata convicto marcado por um dia.
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