Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Há um mundo imenso neste livro de Lilian Aquino. Bloqueado por muros, placas de interdição e outras fronteiras, esse espaço alargado só pode ser captado, porém, a partir de sinais difusos – um cartão-postal de Tübingen, uma pedra de Saturno, “os montes/ os santos os avós” de Minas, o céu aberto dos lunáticos. Os poemas, assim, são feitos de lembranças singelas, pequenos lapsos e descobertas ocasionais, desentranhadas de pichações, formigas na pia, borras de café, lascas de carvão e até mesmo de cacarecos ilegíveis. E com esse material precário, contra o excesso coercitivo das medidas de controle, Lilian nos propõe uma atenção flutuante, transportando-nos por surpreendentes desvios que apontam, como índices, para fora do “mapa mudo”. Texto da Orelha do livro, por Renan Nuernberger
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