Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
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Uma coletânea fantástica, ousada e sombria que apresenta as variadas facetas do horror indígena norte-americano Muitos povos indígenas acreditam que nunca se deve assobiar à noite. Essa crença assume diversas formas: por exemplo, os nativos havaianos acreditam que isso invoca os Hukai’po, os espíritos de guerreiros antigos, e os nativos mexicanos dizem que isso atrai a Lechuza, uma bruxa capaz de se transformar em coruja. Mas o que todas essas lendas têm em comum é a certeza de que assobiar à noite pode fazer com que espíritos malignos apareçam — e até mesmo sigam você até sua casa. Os contos totalmente originais e arrepiantes de Nunca Assobie à Noite , antologia organizada por Shane Hawk e Theodore C. Van Alst Jr ., apresentam aos leitores fantasmas, maldições, criaturas monstruosas, complexos legados familiares, atos desesperados e vinganças de gelar o sangue. A antologia traz 26 contos de autoras e autores norte-americanos de origem indígena, a maioria jamais publicados no Brasil e outros já conhecidos dos leitores brasileiros, como Tommy Orange, autor de Lá Não Existe Lá e Estrelas Errantes ; Darcie Little Badger, autora de Elatsoe: o Segredo Ancestral , e Rebeca Roanhorse, autora de Star Wars: A Resistência Renasce . De acordo com a escritora, artista e pesquisadora de literatura indígena Trudruá Dorrico, na apresentação da antologia, os contos aqui reunidos “trazem personagens que por um lado se encantam com outros personagens indígenas e não cedem à beleza clássica da literatura ocidental, reverenciam os objetos sagrados da cultura, mostram o respeito pelo território e defendem as escrituras ancestrais. Por outro lado, mostram de forma afiada a implacável humanidade que decidem viver, esta que leva ao limite da contradição, que transcende os limites do tolerável para indígenas, e olha que suportamos muitas coisas terríveis”. Já Stephen Graham Jones, autor de Temporada de Caça e Caçador de Caçadores , ambos publicados pela DarkSide® Books , no prefácio do volume deixa o alerta: “Há aspectos assustadores nas histórias, claro, coisas capazes de causar insônia, coisas que fazem a gente observar atentamente a escuridão da estrada pela qual estamos passando. Mas também há esperança. É só que… em algumas noites você precisa avançar por uma boa quantidade de sangue para chegar lá”. Além de ter se tornado um best-seller nos Estados Unidos, Nunca Assobie à Noite foi finalista do Locus Award, do Shirley Jackson Award por Melhor Edição de Antologia, e do Bram Stoker Award por Melhor Antologia. Esses contos são uma celebração da sobrevivência e da imaginação dos povos indígenas, e uma inquietante incursão nos horrores que um assobio imprudente pode invocar.
Shane Hawk, cidadão Cheyenne-Arapaho reconhecido, e descendente de Hidatsa e Potawatomi, é professor de história do ensino médio, escritor e editor. Entrou na cena do horror com sua primeira publicação, Anoka: A Collection of Indigenous Horror, em outubro de 2020. Você pode encontrá-lo em San Diego, usando seu boné Support Indigenous Literature (Apoie a Literatura Indígena), ao lado de sua linda esposa, Tori. Saiba mais em shanehawk com.
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