Os melhores livros paradidáticos para o ensino médio
Uma seleção dos paradidáticos mais usados em escolas brasileiras, por disciplina, faixa etária e nível de leitura. Para professores que querem fazer o aluno querer ler o livro indicado.
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Nossos sonhos são os mesmosPara ler ao som de EngenheirosLibretos lança livro de Guilherme Giugliani, que põe na roda, em sotaque único no país, um ambiente levado pelo ritmo da palavra.“É como Jorge Furtado e Sylvia Plath tomando uma cerveja.”Luisa Gesler, escritora e tradutora literáriaNossos sonhos são os mesmos, do autor gaúcho Guilherme Giugliani trata de uma geração que se criou ouvindo rock gaúcho. Uma juventude que já deixa muita gente com saudades. Quem não ampliou seus horizontes de pátio em uma viagem solo à beira-mar? Ou com alguns amigos? O litoral gaúcho, fora de temporada, quando o pai e mãe estão trabalhando em Porto Alegre, pode ser mesmo um lugar universal. Gegê, Laura e Guiga são amigos e fazem esta viagem. Mas acontece que quem vai, tem de voltar. E ao ritmo das engrenagens, Porto Alegre os espera, e com ela, a vida real. Além de fazer referência aos shows e discos do grupo Engenheiros do Hawaii, o livro menciona também a obra Amor nos tempos do cólera, de Garcia Márquez, e sobre seus personagens: Florentino Ariza, Fermina Daza e Juvenal Urbino.O AUTORGuilherme Giugliani é jornalista e escritor. Em 2020, atua no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Este é seu segundo livro. O autor venceu o Concurso de Contos Mario Quintana (Porto Alegre, 2019) e recebeu menção honrosa no Concurso Josué Guimarães (Passos Fundo, 2011). Seu conto “Rumo ao Uruguai”, foi selecionado e publicado no Prêmio Sesc de Contos Machado de Assis (Brasília, 2013).Trechos da obra:“(...) havia tempos de trégua, tardes amenas para caminhar na areia dura, longos e vagarosos crepúsculos de verão, as horas parecendo um encadeamento de ondas mansas. Sentiam então o dia se mover arrastado, como só se percebe na primeira juventude, quando os anos à frente não têm a menor importância, porque parecem que jamais vão chegar.”“Cara, tu notou que o cabelo dela tinha cheiro de amêndoa?”, falou Gegê quando os dois já estavam indo dormir.“Primeiro foi aquele lance da baunilha, agora é a amêndoa.” Olhou sério para o amigo. “Porra, Gegê, que viadagem é essa?”“Vai te ralar, Guiga. Tu que não entende nada de mulher.”
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