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Ciências Humanas

NóS Que AmáVamos Tanto o Capital

Leituras de Marx no Brasil

1ª Edição - 201780 páginasBoitempo Editorialpt
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Sinopse

Nós que amavámos tanto O capital é resultado do Seminário Internacional Marx: a criação destruidora, realizado pela Boitempo em parceria com o Sesc São Paulo em 2013, que recuperou os eventos ocorridos entre 1956 e 1964, quando um grupo de jovens professores da Universidade de São Paulo (USP) dá início ao estudo da obra de Marx. Esses estudos, ficaram conhecidos como Seminários Marx.Nessa coletânea, quatro participantes dos Seminários Marx expõem muito mais que seus depoimentos sobre aquela experiência: trazem para o debate atual o significado que tais estudos tiveram para a compreensão científica de realidades brasileiras que desenvolveram em seus trabalhos futuros. Roberto Schwarz, crítico literário e professor de teoria literária, traz em seu depoimento a configuração e a importância dos seminários para a consolidação do marxismo na academia brasileira, bem como as rupturas que ele implicou. O filósofo José Arthur Giannotti já era professor da Faculdade de Filosofia da USP e foi um dos impulsionadores da formação do seminário. Além de enaltecer os capítulos históricos memoráveis da obra marxiana, Giannotti apresenta uma parte considerável das mais diversas 'leituras' que se pode fazer de O capital, fundamentalmente do primeiro capítulo, ao qual ele se refere para ressaltar a influência hegeliana na construção do conceito de valor como substância.João Quartim de Moraes, comunista, filósofo e professor da Unicamp, destaca a polêmica em torno de duas interpretações do Brasil, a partir da leitura de Marx, que se formou com as obras de Caio Prado Jr. e Nelson Werneck Sodré. E vai além: ressalta a diferença entre a apropriação de uma obra como O capital por acadêmicos e por militantes. Por sua vez, Emir Sader, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, no programa de Políticas Públicas, resgata a importância de Marx para a compreensão do momento conjuntural, do avanço do neoliberalismo como forma particular da acumulação do capital com dominância da esfera financeira.'Hoje, com a crise e as perspectivas de avanço do capital sobre a classe trabalhadora, a luta é mais do que necessária, é vital, e a leitura dos clássicos pensadores que se dedicaram a refletir sobre a luta de classes, e principalmente de Marx, não pode ser substituída por rápidas informações das mídias sociais. O grande ganho que esse tipo de estudo dedicado propicia é a possibilidade de uma visão crítica da história. Por isso o exemplo desses intelectuais deve ser seguido com seriedade por aqueles que se engajam na luta emancipatória da humanidade.' [Trechos da apresentação de Sofia Manzano]

Detalhes do livro

Título
NóS Que AmáVamos Tanto o Capital
Autor
Jose Arthur | Moraes Joao Quartim de | Sader Emir | Schwarz Roberto Giannotti
Editora
Boitempo Editorial
Ano
2026
Páginas
80 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788575595503
Edição
1ª Edição - 2017
Formato
Brochura

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