Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Reunião de ensaios de um dos escritores mais brilhantes do século XX. “Ainda creio que uma vida sem reflexão não merece ser vivida, e sei que a autoilusão, a serviço de uma causa medíocre ou sublime, é um preço que nenhum escritor tem condições de pagar”, escreve James Baldwin na introdução desse volume. E prossegue: “O tema do escritor é ele próprio e o mundo, e isso exige cada gota de resistência que se possa reunir a fim de olhar para si mesmo e para o mundo”. Ao longo dos treze ensaios reunidos em Ninguém sabe meu nome, publicado originalmente em 1961, James Baldwin amplia e aprofunda temas já presentes em Notas de um filho nativo, lançado seis anos antes. Ao discutir o racismo, a segregação racial, a violência policial e outros aspectos que estruturam a sociedade norte-americana — observados tanto de dentro quanto à distância, durante a temporada que passou na Europa —, o autor compõe um retrato contundente e singular de si próprio e de seu país.
JAMES BALDWIN nasceu em Nova York, em 1924, e é um dos maiores nomes da literatura norte-americana do século XX. Entre seus principais temas, sobressaem a luta racial e questões relacionadas à sexualidade e à identidade. É autor, entre outros, de “O quarto de Giovanni”, “Terra estranha”, “Se a rua Beale falasse”, “Notas de um filho nativo” e “Proclamem nas montanhas”, publicados no Brasil pela Companhia das Letras. Morreu em Saint-Paul-de-Vence, no sul da França, em 1987.
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