Os melhores livros de suspense e thriller para não conseguir dormir
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Romance de estreia de Oscar Nakasato e vencedor do prêmio Jabuti, Nihonjin — que significa “japonês” — é uma saga familiar contada a partir da vida de Hideo Inabata, um imigrante orgulhoso da própria nacionalidade que, como tantos conterrâneos, aporta no Brasil no início do século 20 para trabalhar nas lavouras de café do interior de São Paulo. Imbuído da sagrada missão de levar recursos ao seu país natal, conforme orientação do imperador aos seus súditos, Hideo logo se defronta com mais dificuldades do que imaginava, e as expectativas dos primeiros dias no navio logo se transformam diante do trabalho árduo e dos choques culturais na nova terra. Ele, no entanto, não cede às dificuldades: resiste à morte da primeira esposa, Kimie, e rejeita as influências da cultura local apresentadas pelos filhos nikkei Haruo e Sumie com a inflexibilidade do que considera ser a honra de um autêntico nihonjin . Narrada pelo neto de Hideo, Noboru, essa saga lança luz sobre o amor, a união, as distâncias e as diferenças de três gerações de uma comunidade que há mais de cem anos vem se emaranhando a outras para tecer juntas os fios da história brasileira. Da vida dura na lavoura ao comércio no bairro da Liberdade, em São Paulo, da hospitalidade de um país que se abriu para imigrantes às perseguições sofridas por este mesmo país durante a Segunda Guerra Mundial, Nihonjin retrata os dilemas no seio da comunidade nipônica, e vai além ao destrinchar o que há de mais universal na dor humana de ver os próprios sonhos se esvaírem. Quando foi publicado pela primeira vez, em 2011, o romance logo conquistou a crítica, angariando os prêmios Benvirá (2011), Nikkei — Bunkyo de São Paulo (2011) e Jabuti (2012) na categoria romance. Depois de ser adaptado para a animação Meu avô é um Nihonjin (2024), o livro volta em nova edição para reencantar leitores com a jornada da família Inabata, e, como afirma Leonardo Sakamoto no texto de orelha: “ Nihonjin é um espelho, talvez desconfortável. Porque, no final, todos estamos tentando responder à mesma pergunta: quem somos nós nesta imensa lavoura chamada Brasil?”.
Oscar Nakasato nasceu em Maringá, Paraná, em 1963. Doutor em literatura brasileira, é professor na Universidade Tecnológica Federal do Paraná e autor da tese Imagens da integração e da dualidade: personagens nipo-brasileiros na ficção (Blucher, 2010) e do romance Ojiichan (Fósforo, 2024). Foi colaborador do caderno Ilustrada da Folha de S.Paulo, com resenhas críticas acerca da literatura japonesa.
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