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Educação

Negrinhos Que por Ahi Andão

Educação, Escola e População Negra em São Paulo (1870-1920)

1ª Edição - 2026160 páginasApprispt
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Sinopse

O livro Negrinhos que por ahi andão: educação, escola e população negra em São Paulo (1870–1920) origina-se de uma pesquisa sobre a educação da população negra na cidade de São Paulo, entre 1870 e 1920, período de entusiasmo pela educação, quando a escola se expandia no Brasil. A partir das contribuições da historiografia e das fontes documentais, a autora analisa o que chama de ação branca e ação negra no que se refere à educação escolar, sendo a primeira identificada como estratégia e a segunda como tática, a partir das referências de Michel de Certeau. A ação branca divide-se em duas vertentes: por um lado, destinar escola para a população negra seria importante para a modernização em curso, com a abolição do trabalho escravo impondo novas demandas para a conformação do povo brasileiro. Nesse sentido, diferente do que se imaginava antes, há registros de estudantes negros/as nas escolas paulistanas, livres e escravizados/as. Entretanto, quando se coteja essa presença com depoimentos deixados por pessoas negras e com registros de envolvidos com a instrução pública (professores/as, inspetores de ensino), percebe-se que a presença negra gerava incômodo, existindo práticas que dificultavam a experiência de acesso à instrução para tais estudantes. A obra examina ainda a ação negra, que consiste na relação da população negra com a educação, destacando contradições encontradas entre esse grupo. Se a população negra não pode ser vista como homogênea, havendo quem não manifestasse interesse pela escola, por outro lado, muitas pessoas negras desejavam escolarizar-se. Nesse sentido, a existência de homens incomuns, como o escritor, advogado e abolicionista Luiz Gama e José Rubino de Souza, professor da Academia de Direito, que se destacaram por seu domínio das letras, devem ser referidas não como excepcionais, mas se inscrevem nos movimentos mais amplos da população negra anônima que lutava por educação. O trabalho mostra que o acesso à escola se dava de maneira diferente e desigual para negros/as e brancos/as, mas que a população negra não ficou impassível diante da mudança de uma sociedade assentada na oralidade para aquela em que a leitura e a escrita (e a escola) eram centrais, valendo-se de diferentes táticas para acessar o universo letrado.

Sobre Surya

Professora da Universidade Federal da Paraíba, pesquisadora da área de história da educação, século XIX e relações raciais.

Detalhes do livro

Título
Negrinhos Que por Ahi Andão
Autor
Surya Aaronovich Pombo de Barros
Editora
Appris
Ano
2026
Páginas
160 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9786525089928
Edição
1ª Edição - 2026
Formato
Brochura

Educação

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