Como a leitura pode acelerar sua carreira profissional
CEOs leem em média 60 livros por ano. Coincidência? A leitura desenvolve habilidades que nenhum curso online consegue: pensamento crítico, empatia e comunicação.
Lembranças de Olga de Alaketu
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Comemorando os 16 anos de sua primeira edição, "Negras, Mulheres e Mães" é um retrato que permanece atual sobre as relações raciais no Brasil, baseadas sobre as questões de gênero e religiosidade. Através do resgate das memórias de Olga de Alaketu, saudosa Iyalorixá de Candomblé na Bahia e no Sudeste, a autora atravessa os grilhões do racismo e mostra que a capacidade da mulher negra em superar as dificuldades no curso da vida, dotada por sua herança cultural africana de potências de defesa e atuação social - ainda que às vezes em conflito de valores com a cultura européia, branca e cristã do Brasil. O lugar ocupado pela mulher negra na sociedade, sua condição particular de provedora e amante são o que, na análise do pensamento africano e afro-brasileiro, a transformam em mito. A religiosidade afro-brasileira é a dimensão na qual essa figura se mostra ainda mais completa, levando Teresinha Bernardo à reflexão sobre o candomblé e suas mulheres, suas mães, suas mães-de-santo. Ao revelar aos leitores a história pessoal e espiritual de Olga de Alaketu, a autora expõe suas dimensões míticas, a partir dos quais a figura da mulher genérica vai se desenhando com grande nitidez e sentido. Mulheres do povo e suas nuances permitem, então, lançar novas luzes sobre os estudos da mulher, da religião e das relações raciais. Por tudo isso, "Negras, Mulheres e Mães" interessa aos estudiosos da antropologia mas, sobretudo, às pessoas negras e em especial às mulheres negras, que ainda enfrentam barreiras na construção de sua identidade e na sua luta pela plena e justa integração numa sociedade que se construiu situando-lhes à margem. Em tempos de resistência, as lembranças de Olga de Alaketu voltam à vida como inspiração e ferramenta na luta anti-racista.
Teresinha Bernardo é graduada (1969), mestra (1986), doutora (1993) e livre-docente (2003) em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP, onde também é professora e coordenadora do grupo de pesquisa sobre Relações Raciais: Memória, identidade e imaginário. Colaboradora da Fundação Ford, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP, atua principalmente nas pesquisas e desenvolvimento de temas relacionados ao racismo, candomblé, memória, relações de gênero e cultura afro-brasileira. É autora dos livros "Memória em branco e negro", "Racismo e educação", "Diásporas, redes e guetos" e de quatro títulos da série "Ciências Sociais na atualidade".
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
CEOs leem em média 60 livros por ano. Coincidência? A leitura desenvolve habilidades que nenhum curso online consegue: pensamento crítico, empatia e comunicação.
Ficção literária, fantasia, suspense, romance, sci-fi, são dezenas de gêneros e subgêneros. Um mapa para você navegar a literatura e encontrar exatamente o que procura.
O cérebro é o objeto mais complexo do universo conhecido, e você tem um. Livros que explicam como ele funciona sem precisar de doutorado para entender.
Para escolas, universidades, autores e editoras