Por que alunos que leem mais vão melhor em todas as matérias
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O quarto número da revista Nabuco põe em destaque duas longas entrevistas com dois intérpretes do Brasil: o antropólogo Antonio Risério e o sociólogo José Arthur Rios. Embora se situem, politicamente, em posições bastante desencontradas, convergem em sua insatisfação com os modismos das ciências humanas no Brasil e em sua preocupação com as realidades concretas do brasileiro. Em entrevista, Risério trata de nossa história cultural do ponto de vista dos modelos urbanos que adotamos, discute o “barroquismo” do brasileiro e condena o que chama de a “nova história oficial do Brasil”; ao passo que Rios, um dos primeiros sociólogos profissionais em nosso meio (o primeiro a estudar sistematicamente as favelas), medita sobre uma curiosa ponte entre o realismo filosófico medieval e a sociologia moderna de campo, enquanto dá seu testemunho sobre a vida universitária brasileira e de certa parcela de uma outrora influente intelectualidade católica nacional, que conheceu de perto. Os que se interessam pelo dia a dia da vida de filósofos, ainda mais dos que se veem em meios especialmente adversos, irão gostar dos textos que ora trazemos e que revelam o modo como se viraram três filósofos romenos para construir suas obras sob um regime de Estado policial: Alexandru Dragomir, Constantin Noica e Gabriel Liiceanu. No caso deste último, trata-se de texto autobiográfico, no qual se assiste a uma trama rocambolesca, em meio ao qual o autor se vê até acusado de um plágio literalmente bíblico... O presente número de Nabuco traz ainda ensaio sobre a trajetória intelectual de José Guilherme Merquior, visto como crítico cultural, e sobre a insuspeita atualidade de um texto do historiador, orador e político romano Tácito.
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