Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Na linha do horizonte está escrito um universo é um livro de contos com cara de romance poético. Tal afirmação pretende se justificar pela personagem principal ser a estátua de um poeta. Além disso, a narrativa tem como características: uma linguagem poética, um estilo singular, e personagens que se intercalam em todos os contos. O Velho Dru é a estátua do Carlos Drummond de Andrade que está num banco na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Ela, a estátua, sai pelo mundo porque cansou de ouvir as pessoas naquele banco, e agora será personagem nas histórias de outros. A lua é o atraente distante, o claro-escuro misterioso, a fantasia cotidiana. A água (em suas manifestações) é o reflexo turvo, a ausência de respostas, o profundo recortado por limites. O enredo orbita a jornada dessa estátua até a lua, pegando carona na missão Apollo 11. Então, ela se encontra com alguns escritores, outros artistas e vários leitores. Tome essa quarta capa como a quarta parede para entrar num universo mágico escrito na linha do horizonte.
Lucianno Di Mendonça é leitor. Foi professor de Leitura Criativa no Presídio Estadual Feminino de Goiás. Mestre em Literatura e Interculturalidade pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), e pós-graduado em Escrita Criativa pelo NESPE-RIO. Quando criança, com alguns amigos, pintou túmulos, contratados por visitantes do cemitério de sua cidade, Goiatuba (Goiás), no dia de finados. Evento que o inspirou a produzir um de seus primeiros textos. Escreve com frequência desde os 17 anos, após uma colisão frontal (1993) entre o seu veículo e outro, na divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro, na cidade de Queluz. Em São Paulo (2017) participou da Antologia de contos A natureza das coisas breves, organizada por Tiago Novaes, obra na qual Itamar Vieira Junior está entre os autores. Transita entre o rio em Queluz e o mar de Copacabana, nas fronteiras da vida e nos claros-escuros do humano. Lucianno é pai do Pedro e do Lucas, suas melhores prosa e poesia. Escreve porque seu maior prazer é a leitura: Quantasluzez!
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