Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
Uma Abordagem Bakhtiniana
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
O livro Música e Alteridade: uma abordagem bakhtiniana propõe que a interação entre os sujeitos, fundada no conceito de alteridade dialógica do filósofo Mikhail Bakhtin (1885-1975), possa ser aplicada à compreensão da música, pelo entendimento de que as relações de alteridade têm implicações musicais. Para situar o leitor no desenvolvimento das ideias propostas no livro, o autor discute inicialmente o problema da recepção das obras de Bakhtin e também alguns conceitos relacionados ao dialogismo e à ideia de alteridade. Em seguida, identifica a alteridade dialógica em dois contextos comunicacionais diferentes, como também nas músicas que dali emergem: aquele em que ocorre uma interação direta entre os sujeitos e em outro no qual o texto musical passa a ser um espaço formal de interação entre sujeitos e o locus de representação do diálogo entre eles. Assim, sob a ótica bakhtiniana, o autor comenta diferentes pesquisas em etnomusicologia e também aquelas que se utilizam do conceito de intertextualidade com o intuito de mostrar as relações dialógicas existentes em torno de uma obra musical. Em um mundo onde os paradigmas sustentam-se em torno do indivíduo e da identidade, Ricardo Petracca propõe aquele que se constrói em torno das relações e da alteridade. É seguindo por esse caminho que o autor vislumbra, ao final do livro, uma estética musical da alteridade baseada na filosofia de Bakhtin. Este livro destina-se aos professores, pesquisadores e estudantes de Música, Antropologia, Filosofia, Comunicação e também para todo aquele que gostaria de refletir sobre a importância e a presença do outro na criação e apreciação da arte.
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
Todo leitor passa por períodos de seca. A diferença está em como você volta. Estratégias testadas para sair do bloqueio literário e reencontrar o prazer de ler.
Para escolas, universidades, autores e editoras