Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Um dos maiores quadrinistas franceses da atualidade, Christophe Chabouté (Moby Dick, Solitário, Um pedaço de madeira e aço), está de volta ao Brasil com seu mais recente trabalho, Museu, um álbum poético que nos convida a refletir sobre a nossa relação com a arte, nossas certezas e a forma como percebemos o mundo. Em meio a esculturas e pinturas de grandes mestres, os visitantes do Museu d Orsay, em Paris, lançam olhares de admiração e espanto sobre as obras-primas que se alinham nos corredores. Eles trocam sussurros discretos, registram momentos com seus celulares e tentam decifrar as intenções originais dos artistas que criaram trabalhos tão belos. Mas, quando as portas do Museu d Orsay se fecham e a noite cai, as esculturas e pinturas abandonam suas poses, descem de seus pedestais, e ganham vida, para relaxar, contar histórias, se questionarem e comentarem tudo o que viram e ouviram de seus admiradores durante o dia. A Olympia de Manet, cansada de passar a vida deitada, se levanta; os Raspadores de Assoalho, de Gustave Caillebotte, exaustos, deixam as plainas de lado; e Héracles, como de costume, vai tentar desvendar o mistério do banheiro. Que emoções e sentimentos essas obras de arte podem aprender com os seres humanos e quais podem nos ensinar? Com sua costumeira sensibilidade e um olhar diferenciado sobre o mundo que vivemos, Chabouté entrega muito mais do que uma obra sobre arte ou sobre o cotidiano de um museu. Trata-se de um trabalho de descobertas e reflexões; da finitude da vida e da longevidade da carreira de um artista; do papel fundamental da preservação da memória nos conturbados tempos modernos e da compreensão da mesma. Em Museu, nos tornamos testemunhas, espectadores e aprendizes da arte maravilhosa que é viver, sob a tutela dos mais improváveis professores. Com 196 páginas impressas em preto e branco em papel offset de alta gramatura, capa dura com verniz localizado e formato grande e luxuoso, essa graphic novel não pode faltar na coleção dos fãs desse artista incomparável!
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