Literatura brasileira: os clássicos que todo leitor deveria conhecer
A literatura brasileira produziu obras extraordinárias que dialogam com o melhor da literatura mundial. Um guia pelos clássicos essenciais, do Romantismo ao Modernismo.
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Uma história sensível, bem-humorada e profundamente humana sobre memória e pertencimento O segundo livro de Rui Couceiro, autor de Baiôa sem data para morrer Após a perda do pai alcoolista e o abandono da mãe quando tinha apenas sete anos, Beta é criada pela avó, com quem constrói um laço que molda sua visão da realidade e da vizinhança modesta do Morro da Pena Ventosa, o bairro mais antigo da cidade do Porto. Ao longo dos anos, ela desenvolve um hábito peculiar: anotar os acontecimentos do cotidiano da comunidade para depois comentá-los com a avó. Quando a matriarca morre, Beta decide seguir escrevendo como forma de homenageá-la e, ao mesmo tempo, lidar com o luto. Ela descreve monumentos e referências históricas e culturais, aproveitando seu trabalho como guia turística, e os misturam às fofocas do bairro e às histórias mirabolantes de cada personagem que habita as ladeiras estreitas da Pena Ventosa. Com profundidade, leveza e uma sutil pitada de realismo mágico, Rui Couceiro lança uma luz atual e sensível sobre essa vizinhança tipicamente portuguesa e pitoresca — e sobre a luta de seus moradores para preservar a identidade do lugar diante da gentrificação e do turismo predatório. Lírico, tocante e bem-humorado, Morro da Pena Ventosa é uma declaração de amor às histórias que atravessam gerações, às memórias que moldam quem somos e à resistência de quem luta para manter viva a alma de um lugar.
Rui Couceiro nasceu no Porto, em 1984. Trabalhou no maior grupo editorial português durante duas décadas, primeiro na comunicação da Porto Editora e mais tarde como editor da Bertrand, onde criou e dirigiu durante dez anos o selo Contraponto. Atualmente, é comissário de um grande evento literário e cultural, o Babell, promovido pela Fundação Livraria Lello, com o apoio da Câmara Municipal do Porto. É ainda membro do Conselho Cultural da Fundação Eça de Queiroz e colabora com a revista Visão. Dele, a Biblioteca Azul publicou o premiado Baiôa sem data para morrer, eleito um dos livros do ano de 2025 na Espanha.
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