Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
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Fruto de pesquisa de doutorado em sociologia, este livro oferece uma contribuição muito relevante para a compreensão dos modos de operação do judiciário no Brasil, bem como das relações raciais no país, ao abordar a resistência do sistema de justiça brasileiro em condenar réus de ofensas raciais. O autor descreve o fenômeno a partir de duas estratégias metodológicas: a análise do modo como manualistas do direito penal caracterizam a distinção entre os delitos de racismo e de injúria racial, e a análise dos resultados de pesquisas acadêmicas contendo decisões judiciais a respeito. Para explicar o fenômeno, o autor debate a diferença entre a intuição moral e a racionalização moral, a baixa presença de pessoas não brancas nos principais postos de enunciação do direito no Brasil, e o modo como as representações coletivas da branquitude circulam e influenciam as ideias jurídicas e a intuição moral dos juristas brasileiros a respeito de raça e racismo. Um livro fundamental para se compreender um dos aspectos mais controversos e lamentáveis da sociedade brasileira.
Renan Bulsing dos Santos é graduado em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria e em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestre em Antropologia Social pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRGS e Doutor em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia da mesma universidade. Foi coordenador executivo do Instituto de Acesso à Justiça, e autor do projeto Mary de Aguiar Silva: Por Mais Cores na Justiça. Além da atuação acadêmica, trabalha como tradutor no mercado editorial. No tempo livre, dedica-se a escrever ficção e a aprender a pintar.
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