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Literatura Estrangeira

Monstro

1ª Edição - 2026Circuitopt
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Sinopse

Dizer “quero viver a vida” é dizer algo estranho. O que você faz? “Eu vivo a vida”. A vida por viver. Estou vivendo minha vida. Algo não bate bem em frases como essas. Há, como sabemos, verbos intransitivos. Neste caso, o que é intransitivo é a vida, não o verbo. Podemos viver uma experiência, viver um grande amor, viver uma decepção. Mas não podemos viver a vida. Porque a vida nos escapa, sempre. A vida é inacessível, assim como o corpo (lá, onde a vida se dá). Podemos viver, sem dúvida, mas não a vida. Por isso toda vida vivida é artifício. Toda vida escrita (e não há outra, para nós) é uma farsa. Nossa vida pode ser tudo, menos exatamente, avidamente, aquilo que mais gostaríamos que fosse: a Vida.

Sobre Renato

Renato Rezende (São Paulo, 1964) estreou na poesia com Passagem (João Scortecci, 1991), seguido por Aura (2AB, 1997), Asa (Velocípede, 1999), Leaves of Paradise (100 editores, 2000), Passeio (Record, 2001 – bolsa da Biblioteca Nacional para obra em formação), Ímpar (Lamparina, 2005 –prêmio Alphonsus de Guimaraens da Biblioteca Nacional) e Noiva (Azougue, 2008). Ímpar foi publicado na íntegra na Argentina (Gog y Magog, 2016) e em forma de antologia na Espanha (Ímpar y otros poemas, Andantes, 2023). Como artista visual trabalhando a poesiaexpandida, é autor das instalações e intervenções urbanas Eu posso perfeitamente mastigar abelhas vivas (Projeto Poesia Visual – Oi Futuro, 2010), MY HEART IN RIO (Oi Futuro, 2011) e S.O.S. POESIA (Museu de Arte do Rio – MAR, 2015) e do espetáculo musical Noiva – esboço de uma ópera (com Arman do Lobo). Também é autor dos romances Almirante (Circuito, 2011), Caroço (Azougue, 2012) e Auréola (Circuito, 2013), e do ensaios No contemporâneo: arte e escritura expandidas (com Roberto Corrêa dos Santos, Circuito, 2011), Poesia e vídeoarte (com Katia Maciel, Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais, Circuito, 2012), Poesia brasileira contemporânea – crítica e política (Azougue, 2014), Trauma / arte contemporânea brasileira (com Juliana de Moraes Monteiro, Circuito, 2020) e Poesia Neoconcreta (com Sergio Cohn e Luiz Guilherme Barbosa, Revista de Cultura, 2021), além do livro de memórias e resenhas Folia carioca – arte, literatura e vida no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do novo século (Circuito, 2021). Renato Rezende também é tradutor, editor e curador independente.

Detalhes do livro

Título
Monstro
Autor
Renato Rezende
Editora
Circuito
Ano
2026
Idioma
PT
ISBN-13
9786586974959
Edição
1ª Edição - 2026
Formato
Brochura

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