Literatura africana contemporânea: vozes que o mundo precisa ouvir
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Mitos, gritos e sussurros , de Maíra Thomé Marques, reúne contos ambíguos. Não porque carregam irresoluções, apenas, mas porque seus personagens buscam pertencimento num mundo tensionado entre a lei e o desejo. E o confronto, sugerido ou patente, com figuras de autoridade é apenas um dos modos de iluminar os mistérios da condição humana. As existências narradas pela autora, delimitadas por normas sociais, convenções familiares e ritos mitológicos – e, ao mesmo tempo, instigadas pela fragilidade dessas formas de controle –, deflagram certo fascínio pela memória construída sobre um horror fundante: o de ter nascido.
Maíra Thomé Marques nasceu em 1981 no interior paulista. Mudou-se para São Paulo para fazer a faculdade, onde morou por 15 anos. Hoje vive em Ribeirão Preto. Mitos, gritos e sussurros (Cachalote, 2024) passou dez anos na gaveta.
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