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íCone Urbano da Modernidade Brasileira (1935-1945)
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A sede do Ministério da Educação e Saúde Pública (atual Palácio Capanema), projetada por uma equipe de arquitetos (Oscar Niemeyer, Carlos Leão, Ernani Vasconcelos, Affonso Reidy, Jorge Machado Moreira e Burle Marx) sob a direção de Lucio Costa e com a colaboração do mestre francês Le Corbusier, é considerada um dos mais importantes exemplos de arquitetura moderna no mundo. As inovações apresentadas, como a leveza do prédio pelo uso dos pilotis; a sua disposição livre no terreno do quarteirão na Esplanada do Castelo, que abre uma nova tipologia urbanística; a grande fachada de vidro que é a primeira curtain-wall da América Latina; a utilização dos brise-soleil móveis na fachada insolada; e a presença de artistas plásticos brasileiros da vanguarda com pinturas, murais, esculturas e um dos primeiros desenhos originais de áreas verdes, elaborado pelo paisagista Burle Marx, fazem deste edifício um ícone da arquitetura moderna brasileira e latino-americana. Com antecedência á sua inauguração em 1945, o edifício apareceu em inúmeras revistas e livros nacionais e estrangeiros, assim como foi citado em todos os ensaios de história da arquitetura moderna do Brasil e da América Latina. No entanto, não há um livro que documente, não só a história da sua concepção, mas também seus aspectos, características e particularidades técnicas, estruturais, funcionais, formais, espaciais, artísticas e estéticas. O Ministério da Educação é Saúde Pública, é considerado o primeiro exemplo de prédio moderno de escritório, cujo protótipo definiu uma tipologia arquitetônica que, depois da Segunda Guerra Mundial, foi espalhada no mundo inteiro. Do ponto de vista arquitetônico e cultural, representa o início da modernidade no Brasil e a quebra da tradição acadêmica no país e na América Latina. O livro – que conta com tradução do original espanhol de Flávio Coddou e apoio à pesquisa do Prourb FAU UFRJ, Faperj e CNPq – faz uma análise dos fatores arquitetônicos, culturais e políticos que culminaram na síntese definida pela linguagem do prédio, que sintetiza a adaptação local do Movimento Moderno europeu. E também, a sua significação urbanística teve uma importante influência no desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro.
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