Como recomendar livros para amigos sem arruinar a amizade
Todo leitor apaixonado já passou pela frustração: indicou um livro que mudou sua vida e a pessoa achou chato. Aprenda a recomendar de forma que realmente funciona, e preserve a amizade.
Sobre Legados, TerritóRios e Democracia
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O que cada um de nós pode fazer para ajudar o país a superar seus desafios históricos e se tornar mais justo e igualitário? A socióloga Neca Setubal dá sua resposta neste livro, o mais pessoal de todos os que escreveu, registro de uma trajetória singular, resultado de uma combinação de legados familiares, referências intelectuais, encontros e experiências pessoais. Figura decisiva para o desenvolvimento do terceiro setor e da filantropia no Brasil, Neca participa da construção do debate público desde o início dos anos 1980, quando a redemocratização abria os horizontes do país para novas ideias no campo da educação. À frente do Cenpec, uma das primeiras modernas ONGs brasileiras, que fundou e presidiu durante anos, Neca e sua equipe ajudaram a instituir um novo padrão de qualidade nos livros escolares brasileiros, que pela primeira vez passaram por avaliações criteriosas, com amplitude nacional e impacto nos indicadores. Em quarenta anos de trajetória, Neca Setubal articulou investimentos privados com políticas públicas a partir de fundações empresariais e familiares, conselhos de empresas e instituições, organizações e fóruns internacionais, pesquisas, projetos, rodas de conversa. Sua atuação se estendeu do campo da educação para causas como o antirracismo, a superação das desigualdades, a defesa do meio ambiente e a busca pelo desenvolvimento social. Na década de 2010, juntou-se a um grupo que buscava criar uma alternativa para o polarizado quadro eleitoral brasileiro e acompanhou Marina Silva em duas candidaturas à Presidência da República. Em 2020, à frente do Gife – Grupo de Institutos e Fundações Empresariais, conduziu uma campanha de combate aos efeitos econômicos da pandemia de covid-19 que levou a filantropia no país a outro patamar. De sua mãe, a filantropa Tide Setubal, recebeu o inconformismo e a escolha pela ação social; do pai, Olavo Setubal, fundador do banco Itaú, prefeito de São Paulo e ministro das Relações Exteriores, vieram o ímpeto realizador e o espírito sempre aberto para o diálogo e para a política. A síntese desses legados se materializou com a criação, em 2006, da Fundação Tide Setubal, que desenvolveu uma metodologia própria para realizar e apoiar projetos voltados para a superação das desigualdades sociais no Brasil, sempre tendo o diálogo com o território como premissa. Fonte de inspiração para quem queira realizar projetos de transformação social, este livro explica o caminho desde a primeira aproximação, a construção da interlocução com a comunidade e o momento de pôr a mão na massa — caminho nem sempre fácil e repleto de desafios, resistências, momentos de impasse, atritos e contradições que a autora não evita abordar.
Maria Alice Setubal (São Paulo, 1951) é presidente do conselho curador da Fundação Tide Setubal. Tem mestrado em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em psicologia da educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É autora de Construindo a Leitura e a Escrita: Reflexão sobre uma Prática Alternativa em Alfabetização (Ática, 1988), Memórias e Brincadeiras: Na Cidade de São Paulo nas Primeiras Décadas do Século XX, com Maria Alice Lima Garcia e Sonia Miguel C. Ferrari (Cenpec, 1989), Educação e Sustentabilidade: Princípios e Valores para a Formação de Educadores (Peirópolis, 2015) e Vivências Caipiras: Pluralidade Cultural e Diferentes Temporalidades e Transversalidades (Cenpec/Imesp - Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015). Sob sua coordenação, a coleção Terra Paulista, co-editada com a Imesp, recebeu o Prêmio Jabuti 2005 na categoria Projeto e Produção Editorial. Fundou em 1987 o Centro de Estudos e Pesquisa em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e em 2005-6 a Fundação Tide Setubal. Atuou como coordenadora de Educação para a América Latina e Caribe no escritório do Unicef em Bogotá (1997-98). Foi presidente do conselho de governança do Gife – Grupo de Fundações, Institutos e Empresas (2021-23). Integra os conselhos curadores da Fundação Padre Anchieta e da Fundação Itaú, o conselho de administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec Educação) e o conselho consultivo da Universidade de São Paulo (USP). É conselheira do Instituto Itaúsa, do Unicef, da Fundação José Luiz Egydio Setubal, do Museu da Favela, do IDBR - Instituto Identidades Brasil, do LiveLab do Pacto de Promoção da Equidade Racial e do Brazil Institute.
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