Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
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Diz o Dicionário Houaiss que gato é um substantivo masculino que remete ao século 18 e nomeia um pequeno mamífero carnívoro, doméstico, da família dos felídeos (Felis catus), descendente do gato selvagem encontrado na África e sudoeste da Ásia (Felis silvestris libyca) e cuja domesticação se deu no Egito, há cerca de 4.000 anos. Mas existem muitas maneiras de se definir “gato”. 'Mim, o gato que sabia falar chinês' reúne textos sensíveis e atentos sobre o dia a dia de Mimi, um lindo gato preto que chegou à casa da artista plástica chinesa Shu Lin para modificar sua rotina, acompanhados de pinturas em encáustica e óleo que o retratam em diferentes situações. Com um olhar amoroso e infantil, fruto do contato direto com crianças há mais de 25 anos em em sua Oficina de Arte, Shu produziu um livro delicado, colocando-se no ponto de vista de seu gato para captar a rotina atribulada dele. Em um dos textos, Shu diz: “Os gatos não falam, mas se comunicam de diversas maneiras: pelo olhar, pelo miado, pela posição do rabo. Conhecer seus códigos proporciona uma infinidade de entendimentos. Isso ajuda no nosso relacionamento: Mimi conhece a dona dele e eu o conheço. Dá para imaginar, convivendo há tanto tempo com o Mimi, como nossa vida é sempre cheia de surpresas!”. Ao fim da leitura, fica a dúvida: o livro é sobre 'Mimi, o gato que sabia falar chinês', e a relação com a dona dele, Shu. Ou seria o contrário? Será que o dono seria ele? 'Mimi, o gato que sabia falar chinês' é, antes de tudo, um livro sobre a importância da amizade e da observação e do entendimento do outro.
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