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Baseado em uma dissertação de Mestrado defendida em meados da década passada, este livro trata das lutas políticas que marcaram o processo de transição da ordem monárquica para a ordem republicana no Brasil. Esse processo teve início em 1889, com a derrubada da Monarquia e a instauração da República, e terminou em 1897, ano em que se consolidou o regime republicano civil sob o domínio dos representantes políticos da Cafeicultura Paulista. As lutas políticas do período 1889-1897 se caracterizaram por sua grande violência e pelo confronto, a nível nacional, entre três grupos que procuravam moldar o recém-instaurado regime republicano com base em seus respectivos projetos políticos: o Grupo Militar Republicano, autor da conspiração militar que levou à derrubada da Monarquia; a Antiga Plutocracia Financeira do Império, que consistia em um poderoso setor bancário situado no Rio de Janeiro e em um dos setores econômicos dominantes na época da Monarquia; a Cafeicultura Paulista, que representava então um poderoso setor econômico em ascensão, em vias de se transformar na elite econômica do país. O Grupo Militar Republicano, uma das principais tendências políticas que então dividiam as Forças Armadas, cumpriu um papel central neste processo de transição, ao promover a derrubada da ordem imperial e ao derrotar os grupos que representavam um obstáculo à futura ascensão política da Cafeicultura Paulista. Além de fazer uma reflexão sobre um período decisivo da história brasileira, este livro procura analisar uma das primeiras manifestações de um ator tão importante até hoje na vida política nacional: os militares.
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