Como ler mais livros: 10 hábitos dos leitores que devoram 50 livros por ano
Ler 50 livros por ano parece impossível? Não para quem adotou os hábitos certos. Descubra as estratégias usadas por leitores vorazes para encaixar mais leitura no dia a dia.
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Definido como “o nascimento da psicanálise moderna” por André Haynal, este pequeno livro, publicado pela primeira vez em 1924, promoveu um verdadeiro abalo no movimento psicanalítico. Inicialmente, Freud chegou a considerá-lo “uma intervenção revigorante que possivelmente precipitará mudanças em nossos hábitos analíticos atuais”. No entanto, tais mudanças, desencadeadas pelas ideias inovadoras de seus autores, levariam muitas décadas para ser incorporadas pela teoria e técnica psicanalíticas. Ao valorizar aspectos emocionais da experiência em detrimento de uma perspectiva intelectual, a prática clínica passa a encontrar, aqui, um novo centro na concepção de “vivência” como forma de rememoração. Neste esforço conjunto de dois dos mais importantes psicanalistas de seu tempo, Sándor Ferenczi e Otto Rank, encontramos uma reflexão profunda sobre as abstrações da metapsicologia e seu enraizamento na situação clínica; uma reflexão ainda hoje fecunda e expressiva. Como afirma Denise Salomão Goldfajn no texto de orelha, este livro permite observar "o nascimento de ideias e controvérsias que continuaram a ocupar autores posteriores como Michael Balint, Melanie Klein, Donald W. Winnicott, Harold F. Searles, Wilfred Bion e Jacques Lacan: o nascimento das relações de objeto, o papel da regressão, o tato, as resistências do analista, a dinâmica da contratransferência, a análise leiga, os riscos inerentes à análise didática, as continuidades e descontinuidades entre a vida uterina e o desenvolvimento infantil; ideias e críticas que permaneceram influenciando novas gerações de psicanalistas e transformaram a prática psicanalítica." Posfácio à edição brasileira: Gustavo Dean-Gomes
Sándor Ferenczi (Miskolc, 16 de julho de 1873 — Budapeste, 22 de maio de 1933) foi um dos principais pensadores da psicanálise de seu tempo. Sua colaboração com Freud teve início em 1908, trazendo contribuições fundamentais para a técnica e a clínica. Sua obra foi redescoberta nos anos 1980, tornando-se referência para o desenvolvimento da psicanálise contemporânea.
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