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Literatura Brasileira

Metaformose

Uma Viagem Pelo ImagináRio Grego

2ª Edição - 2024152 páginasIluminuraspt
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Sinopse

A inesgotavelmente luxuriante opulência do imaginário grego é um prodígio (mais rico só o catolicismo). Não há, nem de longe, paralelo em outras culturas de proliferação tão próspera de lendas, fábulas e mitos, ficcional e poeticamente acabados. Mal conseguimos, nós, descendentes deles, distinguir entre a história real e a mitológica dos helenos. Aquiles, filho de Tétis, é personagem histórico ou figura de fábula? Ulisses, realmente existiu? O Olimpo, morada dos doze deuses, é uma montanha real da Grécia. Talvez só os egípcios tenham produzido e desenvolvido imaginário tão fecundo em módulos poético-narrativos, de tamanha plasticidade. Mas o imaginário egípcio não é parte da nossa civilização.  Quem sabe o imaginário hindu seja tão (ou mais) rico. Mas a Índia é invenção de navegadores ingleses dos séculos XVIII e XIX.  Que sabemos do imaginário asteca, inca ou babilônio?  O que interessa é que o imaginário grego, isso que chamamos, grosseiramente, de “mitologia grega”, é porção integrante, substantiva, da civilização ocidental, dos romanos até hoje.  Literariamente, essa imensa máquina imaginária atravessou viva a Idade Média, reacendeu no Renascimento italiano e sobreviveu impávida, até o romantismo europeu do século XIX, quando começa seu processo de esquecimento. De Homero a Goethe, passando por Dante e Shakespeare, numa linha ininterrupta, durante mais de dois mil anos, o imaginário grego foi o primeiro alimento do poeta ocidental culto, seu software de fantástico, referencial de imagens, delírio compartilhado. A magia desse imaginário não se fez sentir apenas sobre poetas. Seu herói favorito, confessou Marx à sua filha, era o titã Prometeu, criador de homens, ladrão do fogo do céu, gigante que ousou desafiar a ira do Pai dos Deuses e assumiu o martírio por amor à humanidade (alguma coisa de Jesus em Prometeu, o Titã crucificado no Cáucaso, donde foi resgatado por Hércules, outro amigo da humanidade). A fábula mitológica tem a força de um ideograma chinês. Concentra em traços a figura de um sentido contra o fundo do sem sentido. Nietzche flagrou na alma grega as duas tendências “apolíneas” e “dionisíacas” que Spengler, na Decadência do Ocidente , multiplicou em três almas, a apolínea (greco-latina), a mágica (cristã-islâmica) e a fáustica (germânico-europeia)... Quando Freud precisou de um nome para a atração filho-mãe, encontrou o mito de Édipo pronto.  Impulso prometeico. Alma apolínea. Complexo de Édipo. Narcisismo. Os gregos parecem ter imaginado todo o imaginável.   Paulo Leminski

Sobre Paulo

Paulo Leminski Filho (Curitiba, 24 de agosto de 1944 — Curitiba, 7 de junho de 1989) foi um escritor, poeta, músico, crítico literário, jornalista, publicitário, tradutor e professor brasileiro.[1][2][3][4] Tinha uma poesia marcante, pois inventou um jeito próprio de escrever, com trocadilhos, brincadeiras com ditados populares e influência do haicai, além de abusar de gírias e palavrões.[3] Foi influenciado pela cultura japonesa, principalmente pela poesia curta e objetiva dos haicais de Matsuo Basho, autor sobre o qual Leminski escreveu uma biografia.[5] Além da influência japonesa em sua poesia, Leminski também era faixa preta de judô.

Detalhes do livro

Título
Metaformose
Autor
Paulo Leminski
Editora
Iluminuras
Ano
2026
Páginas
152 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9786555192308
Edição
2ª Edição - 2024
Formato
Brochura

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