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A guerra entre o papel e a tela não tem um vencedor único, depende do leitor e do contexto. Conheça os prós e contras de cada formato e como tirar o melhor dos dois.
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Os graus simbólicos de Aprendiz e Companheiro Maçom são mais claros e explicados do que o de Mestre. Existem poucos livros e materiais completos e mais aprofundados sobre este grau tão importante e emblemático. Devemos lembrar que só se atinge a plenitude dos direitos Maçônicos quando atingimos este grau. Suas instruções são profundas e são a base do estudo filosófico e moral que, se interiorizados propriamente, podem nos transformar em seres humanos melhores e bem mais proveitosos para a construção de uma sociedade mais justa e equânime, objetivo de todo maçom. Sendo este grau tão importante, por que então acaba sendo muitas vezes aparentemente negligenciado no que diz respeito à passagem de suas instruções, de seu conteúdo e ao pouco material disponível para estudos? Como extrair de suas instruções o verdadeiro significado e benefício do conteúdo destas lições? Há vasto material sobre a lenda de Hiram, assim como sobre a exaltação ao grau de Mestre do Rito Escocês Antigo e aceito, porém quase nada é dado a saber sobre as instruções do grau. Tudo que está em nossos rituais é escrito de forma a dar uma instrução básica, porém deixando para o buscador uma série de atrativos para perguntarem a si mesmos o que mais significam seus símbolos e alegorias. Desta forma estimula-se que os Mestres que recebem as instruções vão à busca de maiores conhecimentos e pesquisem os mistérios ali contidos. Por uma simples razão isto é muito importante. Somente o conhecimento que buscamos com esforço se interioriza e é memorizado. Todo conhecimento dado gratuitamente, mesmo que entendido naquele momento, se não estudado posteriormente e mais profundamente, não é retido em nossa memória e nosso ser, deixando de fazer parte de nossa personalidade, e fica como uma espécie de “cultura inútil”. Este não é certamente o objetivo de nossa filosofia e nossos estudos, que devem ser interiorizados a ponto de serem incorporados em nossas ações e atitudes cotidianas. Esta é a maneira que a ordem se baseia para ajudar a humanidade a evoluir. Pela mudança de cada indivíduo em seres melhores, que afetará a outros que o cercam, a sociedade pode evoluir criando uma corrente do bem cada vez mais efetiva e crescente. Muitos dizem que a Maçonaria esteve envolvida com muitos movimentos sociais, mas devo ressaltar que Maçons o fizeram e não a ordem Maçônica em si. Nunca existiu nem existe nenhum ato oficial ou documento que tenha sido emitido por alguma potência Maçônica, em qualquer parte do mundo, que tenha produzido os efeitos atribuídos à ordem. Existem sim cartas de repúdio a algumas vicissitudes humanas, destinadas a construirmos uma sociedade melhor, documentos para estimular pessoas a agirem de modo correto e de acordo com os ditames da honestidade, da guarda de liberdades conquistadas ou a se conquistar. Os agentes das mudanças são os homens maçons que, sensibilizados pelos princípios morais compreendidos e adotados em seu mais profundo âmago, agem na sociedade para defendê-la dos opressores e dos regimes totalitários. Muitos destes princípios começam a ser estudados no grau de aprendiz, são ratificados e ampliados no grau de companheiro e devem ser totalmente interiorizados e compreendidos com profundidade no grau de Mestre Maçom. Desta forma é possível se entender claramente a importância de suas instruções no combate à ignorância, aos preconceitos, aos erros, ao orgulho e às vaidades de distinções em uma ordem e sociedade que deveriam ao máximo ser igualitárias, respeitando a todos da mesma forma, como gostaríamos de ser respeitados. Certamente que quanto mais informações forem aprendidas e interiorizadas, tanto seria melhor. Claro que a informação deve trazer impacto no interior de cada Maçom e, portanto a informação deve ser buscada para ser perene. Os símbolos e alegorias, as lendas e o formato das instruções são feitos para estarem contidos em nossos rituais, com o objetivo de que cada vez que é repetido permeie mais nosso ser interior, que desperte cada vez mais nossa curiosidade para irmos à busca de maiores esclarecimentos. Ao mesmo tempo em que a Maçonaria é uma ordem conservadora e tradicionalista, tem também a consciência de que devemos nos atualizar de acordo com a evolução social, científica e tecnológica. Não se pode atuar em sociedade se não estivermos atualizados e conhecendo os problemas do momento. Devemos ser dinâmicos e ao mesmo tempo guardar nossos valores, nossos rituais, nossa filosofia, pois isto é o que nos une universalmente. Estas instruções ajudam-nos a dominar melhor nossas vontades, nossas paixões, nos estimulam a ter uma postura sóbria, escutando e refletindo mais antes de falarmos e agirmos. Conhecendo-nos melhor, seremos mais capazes de colocarmos em nossa vida cotidiana estes valores e princípios. Uma imagem vale mais que mil palavras além de ser uma maneira automática de aprendermos. Cada vez que olhamos para nossos símbolos, automaticamente nos lembramos daqueles valores e daquelas virtudes. Praticar
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