Os melhores livros de terror para quem quer perder o sono
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A representação dos fundamentos da vida parisiense, como ocorre na maior parte da obra de Honoré de Balzac, é especialmente aguda em "A menina dos olhos de ouro", publicado pela primeira vez em 1835. No capítulo que abre a novela, Fisionomias parisienses, a descrição ácida de diversos tipos que formam o mosaico social da cidade desemboca na conclusão: Em Paris, toda paixão se resume a dois termos: ouro e prazer. Filho de um lorde um lorde inglês com quem não tem contato, e de uma marquesa francesa que se casou com um velho cavalheiro que a acolheu grávida mediante dote pago, o Henri de Marsay torna-se um jovem belo, rico e bem-sucedido no complexo emaranhado de relações da alta sociedade francesa. Numa caminhada ele se depara com uma linda e enigmática moça dona de dois olhos amarelos como os de um tigre, um amarelo de ouro que brilha, de ouro vivo, e imediatamente se apaixona por aquela que descobre ser Paquita Valdès. A aproximação de Paquita, cercada de mistérios (ele deve ir de olhos vendados em uma carruagem para um lugar que desconhece), leva o jovem de Marsay a uma perda de controle a que não está acostumado. O erotismo que permeia a alta aristocracia é pintada com cores cruas, e esse realismo que de Marsay terá de encarar, já sem venda nos olhos.
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