Literatura brasileira: os clássicos que todo leitor deveria conhecer
A literatura brasileira produziu obras extraordinárias que dialogam com o melhor da literatura mundial. Um guia pelos clássicos essenciais, do Romantismo ao Modernismo.
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Vencedor do Prêmio Jabuti “Magistral, simplesmente magistral. Li-o numa assentada só, sem poder parar!” José Saramago “Flávio é um novo Dostoiévski, e Memórias do esquecimento revela imagens vívidas num inferno apenas entrevisto por Dante, Rimbaud e o próprio Dostoiévski.” Ernesto Sabato O sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil e sua liberação em troca do resgate de quinze presos políticos em 1969 é o eixo deste livro, um relato descarnado e cru em que o terror dos cárceres da ditadura militar se alterna com cenas de ternura e lirismo. Tal qual em um romance de ação, aqui estão os labirintos de uma época tumultuada da História recente, narrados por quem foi protagonista e vítima daqueles tempos. Nada se omite aqui sobre aqueles anos. De um lado, a tortura e o choque elétrico surgem como método usual de interrogatório. De outro, a resistência armada ao regime militar – da qual Flávio Tavares participou – aparece nua, enredada numa engrenagem de fanáticos sonhos. Um dos mais pungentes relatos já escritos sobre os porões da ditadura militar brasileira, este livro, publicado originalmente em 1999, é um testemunho vivo e necessário sobre uma época funesta, sombria e tortuosa.
Flávio Tavares Formado em Direito, professor aposentado da Universidade de Brasília, Flávio Freitas Hailliot Tavares (RS, 1934) dedicou-se ao jornalismo. Durante décadas, reservou à crônica política de Última Hora, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo ou do mexicano Excelsior, o estilo suave que o lançou na literatura, em 1999, com Memórias do Esquecimento, qualificado de “magistral” pelo Prêmio Nobel José Saramago e pelo argentino Ernesto Sabato. Participou da resistência à ditadura no Brasil. Preso e banido do país, exilou-se no México, Argentina e Portugal nos anos 1970. Recebeu o Prêmio Jabuti em 2000 e 2004 e o Prêmio APCA da Associação Paulista de Críticos de Arte, em 2004. Hoje, é articulista dominical de Zero Hora, de Porto Alegre. Escreveu ainda 1961: O golpe derrotado (Prêmio Livro do Ano 2012, da Associação Gaúcha de Escritores), Meus 13 dias com Che Guevara, em 2013, e o recente 1964: O golpe, que desvenda a intervenção dos EUA no Brasil.
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